Angelus: nas horas sombrias da vida, o Batismo é luz e reconciliação
Thulio Fonseca - Vatican News
O Papa Leão XIV introduziu a reflexão do Angelus deste domingo (11/01), na Praça São Pedro, recordando que a Igreja celebra hoje a Festa do Batismo do Senhor, que marca o início do Tempo Comum. Trata-se de um período que, explicou o Pontífice, convida os fiéis a caminhar juntos, seguindo o Senhor, escutando a sua Palavra e imitando os seus gestos de amor para com o próximo. O Papa destacou que é precisamente assim que se confirma e se renova o Batismo, o sacramento que liberta do pecado e transforma cada cristão em filho de Deus, pela ação do Espírito Santo.
A Trindade revelada no Jordão
Leão XIV, referindo-se ao Evangelho do dia, recordou o momento em que Jesus é batizado por João Batista no rio Jordão. Enquanto o Filho entra nas águas, o Espírito desce como uma pomba e a voz do Pai ressoa do céu: “Este é o meu Filho muito amado”. Um acontecimento que revela a presença viva da Trindade na história humana.
“Tal como o Filho desce nas águas do Jordão, assim o Espírito Santo desce sobre Ele e, através d’Ele, é-nos dado como força de salvação”, afirmou o Papa, sublinhando que Deus não permanece distante da humanidade, mas entra na sua história, tocando a vida, as feridas e as esperanças de cada pessoa.
Um Deus que serve e salva
Leão XIV chamou a atenção para a pergunta cheia de admiração de João Batista: “Tu vens a mim?” e explicou que, ao aceitar o batismo, Jesus manifesta a infinita misericórdia de Deus. O Filho Unigênito faz-se solidário com os pecadores para revelar o verdadeiro rosto do Pai: um Deus que serve e salva, e não que domina ou condena.
O Batismo, dom que acompanha toda a vida
Recordando que este mesmo acontecimento se renova em todos os tempos através do sacramento do Batismo, que introduz cada pessoa na Igreja, povo de Deus formado por homens e mulheres de todas as nações e culturas, regenerados pelo Espírito, o Papa partilhou com os fiéis que, na manhã deste domingo, celebrou a Santa Missa na Capela Sistina e administrou o Batismo a 20 crianças. “Como é belo celebrar, como uma única família, o amor de Deus que nos chama pelo nome e nos liberta do mal”, afirmou. Por fim, o Santo Padre sublinhou que o Batismo é um sinal sagrado que acompanha o cristão por toda a vida:
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