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O Papa no Angelus: Deus não exclui ninguém e não veio apenas para os puros

Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos. Foi o que disse o Leão XIV no Angelus deste domingo, o III do Tempo Comum e também Domingo da Palavra de Deus
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Raimundo de Lima – Vatican News

Tal como os primeiros discípulos, somos convidados a acolher o chamamento do Senhor, na alegria de saber que cada tempo e cada lugar da nossa vida são visitados por Ele e atravessados pelo seu amor: disse o Santo Padre no Angelus deste domingo, 25 de janeiro, o III do Tempo Comum, Domingo da Palavra de Deus e também festa da Conversão de São Paulo.

Na alocução que precedeu à oração mariana, Leão XIV, atendo-se ao Evangelho do dia (Mt 4,12-22), ressaltou que Jesus, tendo recebido o batismo, inicia sua pregação e chama os primeiros discípulos: Simão Pedro, André, Tiago e João. O Papa frisou que Jesus iniciou sua missão num momento que não parecia ser o melhor: João Batista acabara de ser preso, por isso, os líderes do povo estavam pouco dispostos a acolher a novidade do Messias.

O Evangelho nos pede o risco da confiança

Trata-se de um tempo que recomendaria prudência, destacou o Pontífice, mas é precisamente nesta situação obscura que Jesus começa a trazer a luz da boa nova: «Está próximo o Reino do Céu».

“Também na nossa vida pessoal e eclesial, por vezes devido a resistências interiores ou a circunstâncias que consideramos desfavoráveis, pensamos não ser o momento certo para anunciar o Evangelho, para tomar uma decisão, para fazer uma escolha, para mudar uma situação. Porém, o risco é ficarmos paralisados pela indecisão ou prisioneiros de uma prudência excessiva, quando o Evangelho nos pede o risco da confiança: Deus trabalha em todo o tempo, sendo bom qualquer momento para o Senhor, mesmo se não nos sentimos preparados ou se a situação não parece ser a melhor.”

Deus se aproxima de todos, não exclui ninguém

O relato evangélico, prosseguiu o Papa, também nos mostra o lugar onde Jesus começa a sua missão pública: Ele, «abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm». Permanece contudo na Galileia, um território habitado principalmente por pagãos, que, devido ao comércio, é também uma terra de passagem e de encontros; poderíamos dizer que é um território multicultural, atravessado por pessoas com origens e filiações religiosas diferentes, observou Leão XIV.

O Evangelho diz-nos, desta forma, que o Messias vem de Israel, mas ultrapassa as fronteiras da sua terra para anunciar o Deus que se aproxima de todos, não exclui ninguém e não veio apenas para os puros, antes pelo contrário, envolve-se nas situações e nas relações humanas.

Vencer a tentação de nos fecharmos

“Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos.”

O Pontífice concluiu convidando todos a rezar à Virgem Maria, para que nos conceda a confiança interior e nos acompanhe ao longo do caminho.

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25 janeiro 2026, 12:25

O que é o Angelus?

O Angelus é uma oração recitada em recordação do Mistério perene da Encarnação três vezes ao dia: às 6 da manhã, ao meio-dia e às 18 horas, momento em que é tocado o sino do Angelus.

O nome Angelus deriva do primeiro verso da oração – Angelus Domini nuntiavit Mariae – que consiste na leitura breve de três simples textos sobre a Encarnação de Jesus Cristo e a recitação de três Ave Marias.

Esta oração é recitada pelo Papa na Praça São Pedro ao meio-dia de domingo e nas Solenidades. Antes de recitar o Angelus, o Pontífice também faz uma breve reflexão inspirando-se nas leituras do dia. Seguem as saudações aos peregrinos.

Da Páscoa até Pentecostes, ao invés do Angelus, é recitado o Regina Coeli, que é uma oração em recordação da ressurreição de Jesus Cristo, ao final do qual é recitado o Glória três vezes.

Últimos Angelus / Regina Caeli

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