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Bombardeios em Teerã, no Irã Bombardeios em Teerã, no Irã

Irã lança ataque em larga escala, visando Israel e vários países do Golfo

A onda de ataques iranianos na região continua sem cessar, visando os Emirados Árabes Unidos, o Catar e bases estadunidenses no Bahrein e no Iraque. Terror em Telaviv. Teerã reitera: "Não pararemos até que o inimigo seja neutralizado"
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Paola Simonetti e Roberta Barbi - Vatican News

Durante a noite desta terça para quarta-feira, o Irã lançou sua operação mais violenta e intensa desde o início do conflito. Isso foi enfatizado pela própria Guarda Revolucionária Islâmica. O lançamento maciço de mísseis, incluindo o míssil balístico de longo alcance Khorramshahr, teve como objetivo alvos em Israel e bases estadunidenses.

Alvos de Teerã

Os ataques iranianos atingiram principalmente as proximidades de Telaviv, mas também a própria cidade, com dezenas de milhares de pessoas fugindo e buscando refúgio. Teerã também está mirando os Emirados Árabes Unidos: esta quarta-feira, segundo fontes locais, dois drones iranianos atingiram o Aeroporto Internacional de Dubai, ferindo quatro pessoas. Entre os principais alvos das forças iranianas estão as bases estadunidenses na área, incluindo Irbil, no Iraque, onde a embaixada dos EUA foi atacada, a base da Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein e a base no Kuwait. Em resposta, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques perto do Aeroporto Mehrabad de Teerã.

Defesa do Irã

Esses contra-ataques, no entanto, não quebraram a determinação iraniana: "Continuaremos nossos ataques", declararam os Pasdaran esta quarta-feira, "até a rendição completa do inimigo. A guerra terminará", acrescentaram, "somente quando a sombra do conflito for removida de nosso país." O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, reverberou esse sentimento, respondendo às declarações dos Estados Unidos e de Israel de que o poderio militar do Irã foi desmantelado, dizendo a Israel que "seu castigo está apenas começando". Enquanto isso, o estratégico Estreito de Ormuz também está sob ataque, onde um projétil ainda não identificado atingiu um navio cargueiro, causando um incêndio e forçando a tripulação a evacuar, de acordo com a Agência Marítima Britânica.

A repressão iraniana

No conflito em curso, as autoridades iranianas estão apertando o cerco à ordem pública: o chefe da Polícia Nacional, Ahmad-Reza Radan, alertou que qualquer manifestante que desafie o poder estabelecido será tratado como um "inimigo e submetido ao mesmo tratamento de um inimigo", disse ele em comentários transmitidos pela televisão estatal.

Operação militar de Israel no Líbano

Ainda esta quarta-feira, ataques israelenses na outra frente de guerra, o Líbano, mataram cerca de vinte pessoas. A milícia xiita Hezbollah teria disparado foguetes contra posições das Forças de Defesa de Israel perto da cidade de Khiam, do assentamento israelense de Kfar Yuval e da área do Portão Fátima. Seis pessoas foram mortas e várias ficaram feridas na parte sul do país, onde os ataques se concentraram principalmente no distrito de Tiro, em Hanaway. Entre elas estava um paramédico da Cruz Vermelha Libanesa que prestava socorro aos feridos, fato que provocou protestos do governo. Os ataques aéreos continuaram durante a noite nos subúrbios do sul da capital Beirute, conhecidos como Dahiyeh, e no Vale do Bekaa, a leste, perto da fronteira com a Síria, onde um homem foi morto em Zlaya e onde foram registradas pelo menos dez vítimas em Tbnin. Segundo estimativas do governo libanês, desde o início do novo conflito, em 2 de março, o país já registrou 760 mil deslocados internos, dos quais 120 mil estão acolhidos em centros administrados pelo Estado.

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11 março 2026, 12:14