Cardeal Parolin sobre Irã: uma enorme tragédia que corre o risco de se alastrar
Vatican News
Um diálogo aberto com todos para evitar que “esta enorme tragédia que está se consumando” se amplie “cada vez mais, em vez de se conter”. O secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, respondeu assim sobre o que está acontecendo no Irã, ao responder às perguntas dos jornalistas na noite desta segunda-feira (09/03), em Roma. Ele participou da segunda edição da “A mesa do Iftar-Ramadã 2026”, iniciativa inter-religiosa dedicada em particular ao encontro entre representantes cristãos, judeus e muçulmanos.
“A Santa Sé – afirmou o cardeal – fala com todos e, quando necessário, fala também com os americanos, fala com os israelenses e apresenta-lhes o que, em nossa opinião, são as soluções”. Trata-se, de fato, precisou o cardeal Parolin, de “uma das características da Santa Sé: o fato de manter abertos os canais de comunicação com todos os interlocutores”.
No Líbano, também a Igreja sofre com a violência
O cardeal também se deteve sobre o assassinato nesta segunda-feira (09/03), no Líbano, do Pe. Pierre El Raii, pároco maronita de Qlayaa, que correu para socorrer um paroquiano e depois morreu em um bombardeio subsequente. O Papa também expressou “profunda dor” pela morte do religioso e “por todas as vítimas dos bombardeios destes dias no Oriente Médio, pelos muitos inocentes, entre os quais muitas crianças”. “Infelizmente – destacou Parolin – também a Igreja é vítima desta situação, não estamos isentos, não estamos imunes a esta situação e aos sofrimentos da população”.
Os instrumentos da sabedoria
O secretário de Estado reiterou, em seguida, a importância dos instrumentos da diplomacia, “que são os instrumentos da palavra, que são os instrumentos da razão, que são os instrumentos da sabedoria”, mas admitiu que nem sempre esse caminho é aceito. “Não temos instrumentos coercitivos – continuou – para impor nossa visão das coisas. Continuamos a insistir nos princípios fundamentais que devem reger a convivência civil e pacífica entre os povos”. É necessário continuar a “semear” palavras de paz “na esperança de que elas toquem os corações”.
A presença cristã no Oriente Médio
Sobre o risco de não haver mais presença cristã na Terra Santa e no Oriente Médio em geral, o cardeal afirmou que esse é um risco sempre denunciado pela Santa Sé: “certamente, a guerra, a desestabilização, os conflitos, o ódio crescente, certamente não favorecem a presença dos cristãos, então, esse é um motivo ainda maior de preocupação”.
Diálogo por Cuba
Também sobre o que está acontecendo em Cuba, o cardeal Parolin ressaltou que foi feito tudo o que precisava ser feito. “Nos reunimos com o ministro das Relações Exteriores”, explicou, “e tomamos as medidas necessárias, sempre com vistas a uma solução dialogada dos problemas existentes”.
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