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Dom Renzo Pegoraro no XXVII Congresso Mundial dos Médicos Católicos Dom Renzo Pegoraro no XXVII Congresso Mundial dos Médicos Católicos 

Dom Renzo Pegoraro no XXVII Congresso Mundial dos Médicos Católicos, em Brasília

O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida defende a humanização da saúde e a formação ética dos médicos do futuro.

Vatican News

Dom Renzo Pegoraro destacou a importância de cuidar dos mais vulneráveis, promover a bioética como sinal de esperança e reformar a educação médica

Durante a sua participação no Congresso Mundial dos Médicos Católicos, realizado em Brasília, o Presidente da Pontifícia Academia para a Vida, dom Renzo Pegoraro, fez uma série de reflexões sobre os rumos da medicina moderna, a centralidade da bioética e o papel indispensável da Igreja e dos profissionais católicos na construção de um sistema de saúde mais humano e justo.

Dom Pegoraro recordou os ensinamentos de São João Paulo II e alertou para os perigos da chamada "cultura da morte", que estimula uma sociedade em que a dignidade humana passa a ser seletiva. "Essa cultura encoraja uma sociedade onde todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros — um mundo dos poderosos contra os fracos", ressaltou.

O prelado destacou também que, frente aos desafios e emergências do mundo contemporâneo, a bioética surge como uma luz de orientação e diálogo. Para ele, as crises atuais devem ser enxergadas como oportunidades para alcançar a boa saúde, especialmente para aqueles que mantêm a esperança.

O presidente da Pontifícia Academia para a Vida fez ainda uma importante distinção teológica e existencial, prevenindo contra o perigo de condicionar o valor espiritual da pessoa ao seu estado físico: "É importante não associar a saúde à salvação, não transformar pessoas que não têm boa saúde em pessoas sem salvação", disse.

Dom Pegoraro
Dom Pegoraro

Apoio aos mais vulneráveis

Em sua fala, dom Pegoraro reconheceu os limites práticos e econômicos da medicina global. Diante de recursos limitados, enfatizou a necessidade de uma gestão responsável e solidária. "Precisamos redescobrir o apoio aos outros como uma necessidade. Somente dessa forma poderemos desenvolver melhores sistemas de saúde", destacou. "Hoje, na nossa sociedade, não existe um sistema perfeito. É importante pensar que talvez nunca tenhamos um sistema perfeito, mas podemos torná-lo melhor. A Igreja Católica, na sua maneira tradicional de ensinar, pode oferecer uma solução para o apoio às pessoas mais vulneráveis", completou.

Médicos do futuro

Para dom Pegoraro, a presença ativa dos médicos católicos é indispensável para assegurar que os mais necessitados recebam cuidados dignos. Ele também fez uma reflexão sobre a formação acadêmica das próximas gerações. "Como mudamos o universo? Precisamos mudar as escolas médicas. Criamos as universidades. Como podemos pensar nessa formação dos médicos do futuro? Precisamos tentar uma nova estrutura de educação. É preciso ter essa inspiração, porque precisamos educar o médico do futuro, não os do passado", indagou o presidente da Pontifícia Academia para a Vida.

Sobre o Congresso

O XXVII Congresso Mundial dos Médicos Católicos se encerra neste sábado (1º) e trouxe como tema: “Médicos católicos entre as revoluções industrial e digital”. O tema foi inspirado pela escolha do nome do Santo Padre Leão XIV, que busca enfrentar os desafios da Revolução Digital, inspirado pelo predecessor Leão XIII, que guiou a Igreja durante a Revolução Industrial.

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01 agosto 2026, 15:39