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Um momento da Plenária da FABC, que se realiza em Jacarta até 26 de julho Um momento da Plenária da FABC, que se realiza em Jacarta até 26 de julho 

Cardeal Grech, Igreja na Ásia protagonista do caminho sinodal

A centralidade das Igrejas locais foi o foco do discurso do secretário-geral do Sínodo dos Bispos na XII Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia, que se realiza em Jacarta, na Indonésia, até domingo, 26 de julho, sobre o tema "O chamado à conversão sinodal e a missão de ser pontes e construtores de pontes na Ásia".

Vatican News

"Não se trata de falar sobre sinodalidade, mas de buscar como vivê-la na vida cotidiana de nossas Igrejas." Com essas palavras, o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, cardeal Mario Grech, delineou na 12ª Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) — que está sendo realizada em Jacarta, na Indonésia, até domingo, 26 de julho — a perspectiva fundamental da fase pós-sinodal: o protagonismo das Igrejas locais.

"O tema da fase de implementação e do percurso das Assembleias é, sobretudo, a Igreja local", afirmou o cardeal nesta sexta-feira, 24 de julho, enfatizando que esta afirmação não é "meramente organizacional". De fato, a Igreja local, longe de ser uma "mera subdivisão administrativa" da Igreja universal, é para o cardeal Grech uma "verdadeira manifestação da Igreja em um lugar particular, onde o Evangelho é proclamado, os sacramentos são celebrados e os fiéis se reúnem em comunhão com Cristo".

Dons, experiências, recursos e testemunhos

Em seu discurso à Assembleia — com o tema "O chamado à conversão sinodal e a missão de ser pontes e construtores de pontes na Ásia" — o secretário-geral do Sínodo lembrou que a Igreja toda não pode ser considerada uma realidade abstrata, separada das comunidades concretas em que vive. "Se uma Igreja local não oferece sua contribuição, priva a Igreja inteira de algo vital", explicou, porque cada Igreja particular traz consigo "dons, experiências, recursos e um testemunho único".

Relembrando o caminho sinodal iniciado em 2021, o cardeal recordou a pergunta que o norteou: como alcançar o Povo de Deus? Essa abordagem levou a uma escolha específica: "A participação de todos não poderia ser apenas o conteúdo", mas "sobretudo o método. Da mesma forma, o Povo de Deus não poderia ser simplesmente o objeto: tinha que ser, acima de tudo, o sujeito do caminho". Por isso, "escutar a Igreja — e essa era fundamentalmente a intenção, pois uma Igreja sinodal é uma Igreja que escuta — significa, concretamente, escutar as Igrejas".

Fortalecer a comunhão e apoiar a missão

O cardeal Grech enfatizou então o valor da reciprocidade entre as Igrejas, chamadas a partilhar experiências e dons. O processo sinodal, explicou ele, não visa primordialmente produzir novos textos, mas favorecer "uma circulação de dons que fortaleça a comunhão e apoie a missão".

Uma das novidades que emergiu do caminho sinodal foi a "restitutio continua": cada etapa do processo retornava às comunidades locais para ser acolhida novamente. "O movimento, portanto, deixou de ser unidirecional e tornou-se bidirecional, até mesmo circular", afirmou Grech. Essa foi uma escolha necessária para que o trabalho sinodal não se separasse da vida real das comunidades: "Somente ouvindo e reouvindo as Igrejas locais, isto é, o Povo de Deus 'em carne e osso', composto por homens e mulheres batizados, poderíamos ter a garantia suficiente de que o trabalho de um pequeno número de 'especialistas' não se sobreporia à base eclesial."

A peculiaridade da Igreja na Ásia

Dirigindo-se em particular à Igreja na Ásia, o cardeal enfatizou o peso de sua experiência: o diálogo com as religiões, a pluralidade cultural, a condição frequentemente minoritária dos cristãos e a proximidade aos pobres representam espaços onde o Espírito continua agindo. "A questão fundamental não é primordialmente o que as Igrejas na Ásia receberão do Sínodo", mas sim "qual dom o Espírito Santo deseja oferecer, por meio delas, a toda a Igreja".

A fase atual, a da recepção, será decisiva porque, em muitos aspectos, é "a mais importante", anunciou Grech, lembrando que o Sínodo não pode se limitar a documentos ou decisões formais, mas deve se tornar uma experiência vivida nas Igrejas.

O papel dos bispos

O papel dos bispos também é iluminado pela perspectiva sinodal: "A sinodalidade não é apenas uma questão de participação, mas também uma oportunidade para compreender profundamente o serviço de autoridade confiado ao bispo diocesano." O bispo, continuou ele, é chamado a escutar o Povo de Deus e acompanhar o discernimento eclesial, salvaguardando a comunhão.

"A implementação do Sínodo dará seu fruto mais pleno quando cada Igreja local se reconhecer, ao mesmo tempo, como destinatária e portadora de um dom", concluiu o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, observando que, nessa troca frutífera entre as Igrejas, "a Igreja continua crescendo em comunhão e missão".

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24 julho 2026, 12:00