Cardeal Parolin no aniversário dos Pactos de Latrão no Palazzo Borromeo. Cardeal Parolin no aniversário dos Pactos de Latrão no Palazzo Borromeo.  (ANSA)

Cardeal Parolin: a Santa Sé não participará do 'Board of Peace'

O secretário de Estado respondeu a perguntas de jornalistas à margem da cerimônia no Palácio Borromeo, que marcou o aniversário dos Pactos de Latrão. "Uma preocupação é que, no âmbito internacional, a ONU seja a principal responsável pela gestão dessas situações de crise." Ele expressou pessimismo em relação à guerra na Ucrânia, quase quatro anos após o início do conflito: "Espera-se que essas negociações produzam algum progresso, mas não parece haver muita esperança ou expectativa."
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Alessandro Guarasci - Roma

A Santa Sé "não participará do Board of Peace" devido à sua particular natureza, que claramente não é a de outros Estados". Esta é a posição expressa pelo cardeal secretário de Estado Pietro Parolin, à margem do encontro bilateral em Roma com o Governo Italiano no Palácio Borromeo, sede da Embaixada da Itália junto à Santa Sé, por ocasião do aniversário da assinatura dos Pactos de Latrão. Também presente no encontro o presidente da República, Sergio Mattarella.

Cardeal Pietro Parolin e presidente Sergio Mattarella
Cardeal Pietro Parolin e presidente Sergio Mattarella   (@VATICAN MEDIA)

Importante dar uma resposta

 

Interpelado pelos jornalistas sobre o fato de que a Itália participará como observadora no Board of Peace, Parolin observou que "há pontos que deixam um tanto perplexos. Há algumas questões críticas que teriam necessidade de encontrar explicações. O importante - acrescentou o cardeal - é que está sendo feita uma tentativa de dar uma resposta. No entanto, para nós, há algumas questões críticas que deveriam ser resolvidas." "Uma preocupação - explicou o purpurado - é que, em nível internacional, seja principalmente a ONU a administrar estas situações de crise. Este é um dos pontos que temos insistido."

Pessimismo em relação à Ucrânia

 

O cardeal Parolin também expressou preocupação com a guerra na Ucrânia, poucos dias antes do quarto aniversário do início do conflito. Este aniversário também foi acompanhado por intensos bombardeios à infraestrutura energética em Kiev e outras cidades. Para o cardeal, "há muito pessimismo em relação à Ucrânia". De ambos os lados, não parece ter havido nenhum progresso real em relação à paz, e é trágico que, depois de quatro anos, ainda se esteja neste ponto... Espera-se que estas negociações possam produzir algum progresso, mas parece-me que não há muitas esperanças e muitas expectativas."

O encontro bilateral no Palazzo Borromeo.
O encontro bilateral no Palazzo Borromeo.   (@VATICAN MEDIA)

Agradecimento à Itália pela atenção dada a questões caras à Igreja

 

O secretário de Estado do Vaticano também falou das boas relações com o governo italiano, enfatizando que, durante o encontro bilateral, "houve, sobretudo, um agradecimentos" por parte da Santa Sé "pela atenção que o Governo tem dado a muitas questões caras à Igreja, especialmente questões sociais, como provisões e apoio à família, educação, pessoas com deficiência e sistema prisional. Estas são questões sobre as quais existem grupos de trabalho que dizem respeito diretamente à CEI e nas quais já se têm registado progressos."

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17 fevereiro 2026, 22:29