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Cardeal Tempesta: Consistório e conjuntura internacional

Entre os participantes do Consistório extraordinário realizado no Vaticano o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, que visitou a Rádio Vaticano – Vatican News. Nós conversamos com ele sobre os trabalhos e sobre o encontro do Santo Padre com o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé que ocorreu na manhã desta sexta-feira (09/01).

Vatican News

Concluíram-se os trabalhos do Consistório extraordinário na última quinta-feira. O próximo Consistório já está marcado: em junho, às vésperas da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, também com duração de dois dias. Foi o Papa Leão XIV quem anunciou essa segunda reunião, no discurso conclusivo da terceira e última sessão de quinta-feira à tarde, que reuniu 170 cardeais, eleitores e não eleitores.

O Papa explicou que a reunião destes dois dias se coloca “em continuidade” com o que foi pedido às congregações gerais antes do Conclave e manifestou a vontade de continuar os Consistórios com periodicidade anual e duração de 3 a 4 dias.

Entre os participantes o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, que visitou a Rádio Vaticano – Vatican News.  Nós conversamos com ele sobre os trabalhos e sobre o encontro do Santo Padre com o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé que ocorreu na manhã desta sexta-feira (09/01).Tradicionalmente, ao receber o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, o Papa faz uma análise da conjuntura internacional, passando em resenha os principais fatos que marcaram os últimos meses. E assim foi para Leão XIV, que pessoalmente viveu o encontro como uma “novidade”, por ser sua primeira vez com os diplomatas de 184 países e organizações internacionais.  Na conversa com Silvonei José o cardeal Tempesta destacou que o que o Papa falou para os embaixadores credenciados junto à Santa Sé, “dá para selecionar vários assuntos para serem aprofundados depois em nossa reflexão”.

"Porque não é só para os embaixadores, mas é para toda a Igreja. E vale a pena essa reflexão".

Numa passagem do discurso do Santo Padre,  destaca-se que nesse nosso tempo, preocupa particularmente a fragilidade do multilateralismo no plano internacional. Uma diplomacia que promove o diálogo e busca o consenso de todos é vencida por uma diplomacia da força de indivíduos ou de grupos de aliados.

A guerra voltou a estar na moda e um fervor bélico está se alastrando. Foi quebrado o princípio estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, que proibia os países de recorrerem à força para violar fronteiras alheias. “É muito sério isso – disse dom Orani - isso não é só de hoje, mas ultimamente tem aumentado muito mais. "O que vale é a força de quem tem a força para dominar sobre outros países, sobre as suas opiniões.

"E não encontro, diálogo e diplomacia, e isso é muito, muito sério para a humanidade. Não tem melhorado, tem piorado cada vez mais. Isso nos faz pensar na nossa missão de Igreja, ainda mais com o Papa Leão na sua fala inicial e depois também no Dia Mundial da Paz". "Que seja uma paz desarmada e desarmante. É um grande desafio para todos nós".

O Papa também analisou que não se procura a paz como um dom de Deus, mas através das armas, como condição para afirmar o próprio domínio, comprometendo gravemente o Estado  de Direito.

Eis a íntegra da conversa com o cardeal Orani João Tempesta:

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09 janeiro 2026, 16:54