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Papa leva esperança a Lampedusa e visita monumento a migrantes

Ao chegar na ilha italiana, Leão XIV seguiu imediatamente ao cemitério local para prestar homenagem os migrantes sem rosto e sem nome, diante dos quais permanece rezando em silêncio e deposita uma coroa de flores. Em seguida, a parada na Porta da Europa, com o encontro com uma família de migrantes e a imagem marcante do Pontífice ali onde o mar se torna fronteira e horizonte. Por fim, a bênção à placa que dá novo nome ao Cais Favaloro como Cais Papa Francisco.
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A chegada do Papa Leão XIV em Lampedusa na manhã deste sábado, 4 de julho
A chegada do Papa Leão XIV em Lampedusa na manhã deste sábado, 4 de julho   (@Vatican Media)

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, após pouco mais de uma hora de viagem, chegou às 8h54 do horário italiano na ilha de Lampedusa para a tão aguardada visita pastoral neste sábado, 4 de julho, em que retoma um dos gestos mais emblemáticos do pontificado de Francisco. Em 2013, o Papa argentino denunciou a “globalização da indiferença” e chamou a atenção do mundo para o drama dos migrantes que arriscam a própria vida em busca de melhores condições, em particular, dessa rota migratória do Mediterrâneo que havia definido como "o maior cemitério da Europa". E foi depositando flores em um dos túmulos dos migrantes do cemitério local, que morreram durante a travessia, que começou a visita pastoral de Leão XIV à Lampedusa. No setor dedicado a migrantes, estimativas apontam que estão sepultadas de 40 a 70 pessoas, a maioria não identificada. Ao longo das últimas décadas, muitos migrantes identificados foram transferidos para as suas famílias e outros foram enterrados em outros locais da Sicília por falta de espaço em Lampedusa.

O Papa, após depositar as flores, rezou pelos migrantes sepultados no cemitério de Lampedusa
O Papa, após depositar as flores, rezou pelos migrantes sepultados no cemitério de Lampedusa   (@Vatican Media)

A visita do Papa à Porta da Europa

Em seguida, o Pontífice foi até a "Porta da Europa", um monumento criado pelo artista Mimmo Paladino, em 2008, em memória às milhares de pessoas que perderam a vida cruzando o Mar Mediterrâneo. A grande porta é feita de cerâmica e ferro, com cerca de 5 metros de altura e voltada para omar. No local, o Pontífice encontrou uma família de migrantes que o conduziu até esse que é um símbolo de esperança em Lampedusa.

Leão XIV, após passar pela Porta da Europa, subiu no rocheado que fica à frente e se projeta em direção ao mar
Leão XIV, após passar pela Porta da Europa, subiu no rocheado que fica à frente e se projeta em direção ao mar   (@Vatican Media)

Na sequência, o Papa desafiou o vento forte do local e se dirigiu, primeiramente sozinho, até o promontório, que é uma elevação de rocha que se projeta em direção ao mar. O local, com vista para o mar, pode ser visto por quem chega de barco e, ao mesmo tempo, também representa um memorial às vítimas das travessias marítimas e um convite à reflexão sobre direitos humanos, fronteiras e hospitalidade.

O Papa durante à bênção da placa dedicada ao Pontífice Argentino, que esteve na ilha em 2013
O Papa durante à bênção da placa dedicada ao Pontífice Argentino, que esteve na ilha em 2013   (@Vatican Media)

A terceira etapa da visita foi no Cais Favaloro, no Porto Novo de Lampedusa. Uma placa que dedica o local a Papa Francisco ganhou a bênção de Leão XIV. Na ocasião, o Pontífice encontrou outro grupo de migrantes, desta vez acompanhados pela Cruz Vermelha.

A primeira parte da visita pastoral do Papa a Lampedusa

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04 julho 2026, 09:51