O Papa aos equato-guineenses: o futuro da Guiné passa pelas vossas escolhas
Mariangela Jaguraba – Vatican News
O Papa Leão XIV presidiu a missa, nesta quarta-feira (22/04), na Basílica da Imaculada Conceição, em Mongomo, Guiné Equatorial, quarta e última etapa de sua viagem apostólica ao Continente Africano.
Leia, na integra, a homilia da missa do Papa Leão XIV em Mongomo.
Essa basílica é o maior edifício religioso na África Central e o segundo maior em toda a África, depois de Nossa Senhora da Paz em Yamoussoukro, na Costa do Marfim. Esta obra neogótica, inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma, é um símbolo de orgulho nacional e devoção religiosa, atraindo peregrinos e visitantes. A Imaculada Conceição é a Padroeira da Guiné Equatorial.
Gratidão aos missionários
"A Eucaristia abarca verdadeiramente todo o bem espiritual da Igreja: é Cristo, nossa Páscoa, que se entrega a nós; é o Pão vivo que nos sacia; é a presença que nos revela o amor infinito de Deus por toda a família humana e o seu vir ao encontro de cada mulher e cada homem, ainda hoje", disse o Papa no início de sua homilia.
Continuar hoje o caminho traçado pelos missionários
De acordo com o Papa, "eles acolheram as expectativas, as interrogações e as feridas do vosso povo, iluminando-as com a Palavra do Senhor e tornando-se sinal do amor de Deus no meio de vós; com o seu testemunho de vida, colaboraram para o advento do Reino de Deus, não temendo sofrer pela sua fidelidade a Cristo".
"Este compromisso exige perseverança, requer muito esforço e, por vezes, sacrifício, mas é o sinal de que somos verdadeiramente a Igreja de Cristo", sublinhou o Papa, ressaltando que "mesmo que as situações pessoais, familiares e sociais que vivemos nem sempre sejam favoráveis, podemos confiar na obra do Senhor".
Chamados a construir o futuro
"Deus não nos privará dos sinais da sua presença e será para nós 'o pão da vida', que saciará a nossa fome. Que tipo de fome sentimos? E do que tem fome hoje este país?" Perguntou o Papa Leão, recordando o lema de sua visita: «Cristo, luz da Guiné Equatorial rumo a um futuro de esperança».
Segundo o Pontífice, hoje "há fome de futuro, mas de um futuro habitado pela esperança, capaz de gerar uma nova justiça, capaz de dar frutos de paz e fraternidade. E não se trata de um futuro desconhecido, que devemos aguardar de forma passiva, mas de um futuro que nós mesmos, com a graça de Deus, somos chamados a construir".
Trabalhar para o bem comum
De acordo com o Papa Leão, "trata-se de participar, com a luz e a força do Evangelho, no desenvolvimento integral desta terra, na sua renovação, na sua transformação".
"Que cresçam espaços de liberdade e que a dignidade da pessoa humana seja sempre salvaguardada: penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldades; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em condições higiênicas e sanitárias preocupantes", disse ainda o Papa.
De acordo com Leão XIV, "são necessários cristãos que tomem em suas mãos o destino da Guiné Equatorial". A seguir, o Papa os encorajou a não terem "medo de anunciar e testemunhar o Evangelho"! "Sede vós os construtores de um futuro de esperança, de paz e de reconciliação, continuando a obra que os missionários iniciaram há 170 anos", concluiu ele, pedindo à Imaculada Conceição que "os acompanhe neste caminho" e que os "torne discípulos generosos e alegres de Cristo".
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