Leão XIV: a vida consagrada se sustenta na Eucaristia e na missão

Ao receber em audiência neste sábado (21/02), duas Congregações religiosas, os Oblatos de Maria Imaculada e as Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos, o Papa sublinhou que a familiaridade fraterna e o compromisso missionário brotam do encontro com Deus.

Thulio Fonseca – Vatican News

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O Papa Leão XIV recebeu em audiência neste sábado, 21 de fevereiro, os Missionários Oblatos de Maria Imaculada e as Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos por ocasião de dois importantes jubileus: os 200 anos da aprovação das Regras e Constituições dos Oblatos e os 150 anos de fundação das Irmãs.

Na saudação inicial, o Pontífice manifestou alegria pelo encontro e destacou os vínculos espirituais que unem as duas Congregações, apesar de suas histórias distintas. Segundo o Papa, ambas compartilham a mesma raiz missionária, marcada pela atenção aos mais pobres e pela fidelidade ao Evangelho.

Vocação missionária voltada aos últimos

Recordando o lema de Santo Eugênio de Mazenod: “Enviou-me para evangelizar os pobres”, o Papa sublinhou o contexto histórico difícil em que nasceu a Congregação dos Oblatos e elogiou a coragem do fundador, que defendeu a dignidade dos pobres, dos operários e dos camponeses. Destacou também a ousadia missionária que levou religiosos a diferentes continentes, da Europa à África, à Ásia e ao Canadá, como sinal de docilidade ao Espírito Santo.

Hoje, lembrou o Santo Padre, os Oblatos contam com mais de três mil religiosos presentes em setenta países, mantendo viva a opção preferencial pelos últimos e enriquecendo a missão com a interculturalidade e a colaboração de uma ampla família carismática.

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“Com Maria, Mãe de Jesus”

Dirigindo-se às Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos, o Papa evocou o lema da Congregação, inspirado nos Atos dos Apóstolos: “Com Maria, Mãe de Jesus”. Leão XIV recordou que a fundação da comunidade, há 150 anos, nasceu do desejo de assegurar a presença feminina na obra missionária da Sociedade das Missões Africanas.

Muitas mulheres, afirmou o Pontífice, responderam com generosidade a esse chamado, aceitando as dificuldades da missão, inclusive o risco da doença e do martírio. Ao recordar que ainda hoje as Irmãs atuam em contextos difíceis, oferecendo seu serviço com fé e respeito por todos, o Papa as encorajou a continuarem sua missão, tornando-se testemunhas de fraternidade e de paz nos lugares onde atuam.

O valor da “familiaridade”

Por fim, dirigindo-se aos dois Institutos, Leão XIV pediu que mantenham vivo o espírito das origens, acolhendo a vitalidade atual como um dom e um sinal da ação de Deus. O Pontífice destacou ainda um traço comum aos fundadores das duas Congregações: o espírito de “familiaridade”:

“Para os consagrados, para as consagradas e para os leigos cristãos verdadeiramente comprometidos, ele nasce antes de tudo do encontro com Deus, da Eucaristia, da oração e da Adoração, da escuta da Palavra e da celebração dos Sacramentos. Dali, do Altar e do Tabernáculo, cresce nos corações, enchendo-os daqueles sentimentos de partilha e de afeto, de cuidado e de paciente proximidade, que devem sempre caracterizar-nos e que nos tornam espelho do amor de Deus no mundo.”

Ao concluir, o Santo Padre agradeceu pelo bem realizado pelos religiosos e religiosas e assegurou seu apoio por meio da oração. Em seguida, concedeu a bênção apostólica às Congregações e a todos os presentes.

  (@Vatican Media)

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21 fevereiro 2026, 11:18