O Papa: tráfico humano, mulheres e crianças são as mais afetadas por este comércio hediondo
Mariangela Jaguraba - Vatican News
Foi divulgada, nesta sexta-feira (06/02), a mensagem do Papa Leão XIV para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas que será celebrado no domingo 8 de fevereiro.
"A paz começa com a dignidade: um apelo global para acabar com o tráfico de pessoas" é o título da mensagem do Papa Leão XIV. O Pontífice renova "com firmeza o apelo urgente da Igreja para enfrentar e pôr fim a este grave crime contra a humanidade".
Uma humanidade renovada
"Este ano, em particular, desejo recordar a saudação do Senhor Ressuscitado: «A paz esteja convosco». Estas palavras são mais do que uma saudação; elas oferecem um caminho para uma humanidade renovada", escreve o Papa, acrescentando:
Lógica de domínio alimenta o flagelo do tráfico humano
"Além disso, em situações de conflito, a perda de vidas humanas é muitas vezes descartada pelos instigadores da guerra como “dano colateral”, sacrificada em nome de interesses políticos ou econômicos", frisa Leão XIV.
“Escravidão cibernética”
De acordo com o Papa, "este fenômeno é particularmente perturbador no aumento da chamada “escravidão cibernética”, na qual os indivíduos são atraídos para esquemas fraudulentos e atividades criminosas, como fraude on-line e contrabando de drogas. Nesses casos, a vítima é coagida a assumir o papel de perpetrador, exacerbando as suas feridas espirituais. Estas formas de violência não são incidentes isolados, mas sintomas de uma cultura que se esqueceu de amar como Cristo ama".
"Perante estes graves desafios", ressalta ainda Leão XIV, "recorremos à oração e à reflexão. A oração é a “pequena chama” que devemos proteger no meio da tempestade, pois dá-nos força para resistir à indiferença perante a injustiça".
Josefina Bakhita, testemunho de esperança no Senhor
O Papa agradece "a todos aqueles que servem como se fossem as mãos de Cristo, indo ao encontro das vítimas do tráfico, incluindo as redes e organizações internacionais". "Gostaria também de agradecer aos sobreviventes que se tornaram advogados em defesa de outras vítimas. Que o Senhor os abençoe pela sua coragem, fidelidade e compromisso incansável", sublinha.
"Juntemo-nos todos na caminhada rumo a um mundo onde a paz não seja apenas a ausência de guerra, mas seja “desarmada e desarmante”, enraizada no pleno respeito pela dignidade de todos", conclui o Papa.
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