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2026.02.18 Foto del Papa con donne ucraine all'udienza generale

Quarenta mulheres ucranianas compartilham seus medos com Leão XIV

No final desta primeira Audiência Geral de 2026 realizada na Praça São Pedro, o encontro do Papa Leão XIV com as eposas e mães de soldados atualmente prisioneiros na Rússia, também representantes organizações beneficentes que trabalham em apoio às famílias das vítimas da guerra.

Fabrizio Peloni - Cidade do Vaticano

"Apertar a mão do Papa, sentindo sua proximidade com todas as famílias que sofrem por causa da guerra e confiar a ele todas as nossas preocupações foi uma grande ocasião para colocar nossos corações em ação e enchê-los de esperança e profundo conforto espiritual."

Com estas palavras, acompanhadas por grande emoção, a ucraniana Kateryna Muzlova resume o significado de sua presença na Audiência Geral desta quarta-feira. Como diretora da fundação beneficente "Coração em Ação", ela participa com cerca de quarenta compatriotas, esposas e mães de soldados atualmente mantidos em cativeiro na Rússia.

Nesta primeira Audiência Geral de 2026 realizada na Praça São Pedro, Kateryna estava acompanhada por seu pai, Oleh, que havia sido capturado pelo exército russo enquanto defendia Mariupol, tendo sido libertado do cativeiro após três anos, em 19 de junho. Juntos, eles continuam lutando pelas mulheres da Ucrânia, para que elas possam se reunir com seus maridos, filhos ou pais que caíram em mãos inimigas.

Há cerca de um ano, ela já havia participado de uma das últimas Audiências Gerais do Papa Francisco. E alguns dias depois, conseguiu entrar em contato com seu pai, Oleh, por telefone pela primeira vez, que visivelmente emocionado, exibia com orgulho nesta quarta-feira a pulseira feita com o último metal produzido em Azovstal, a siderúrgica destruída pelos russos em maio de 2022.

Apoio às famílias de pessoas desaparecidas ou detidas na Rússia

 

A delegação doou a Leão XIV um ícone de São Nicolau, feito de âmbar obtido no norte do país, a pintura "Anjo da Guarda", onde "uma criança adormece e o anjo vela não só pela casa, mas também pelo seu futuro", explica a autora Olha Sypelyk — que vende as suas obras em leilões de caridade para ajudar os necessitados — e um retrato do próprio Papa, pintado por uma menina de 12 anos, filha de Serhii Nazareskul, um soldado desaparecido no campo de batalha. A menina vive atualmente em Odessa e continua a frequentar a escola e a desenvolver o seu talento artístico, apesar da persistente falta de eletricidade.

Entre as outras mulheres ucranianas — muitas delas carregando a bandeira nacional — algumas representam organizações de caridade ativas no apoio às famílias de pessoas desaparecidas ou detidas na Rússia.

Shcherbyna Valentyna, da associação "Civis em Cativeiro", é mãe de um estudante detido em Kherson. Também estiveram presentes vários homens, incluindo Oleh Litvynenko, da Associação "Veterans Hub Odessa": seu filho Mykyta faleceu em junho de 2022 e seus restos mortais foram encontrados em fevereiro de 2025.

O grupo, acompanhado pelo embaixador ucraniano junto à Santa Sé, Andrii Yurash, reuniu-se à tarde com o cardeal presidente da Conferência Episcopal Italiana, Matteo Maria Zuppi, que está na linha de frente dos esforços para resolver o conflito e apoiar as famílias ucranianas.

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18 fevereiro 2026, 19:03