2026.01.28 Udienza Generale

Papa ao jornal "Il Foglio": mais vozes para garantir a liberdade, o diálogo sem polarizações

Em uma mensagem pelos 30 anos do jornal italiano, Leão XIV recorda que sem "o livre confronto de ideias" não há liberdade de pensamento. Confia à imprensa a tarefa de "formar informando", a fim de "contribuir para a construção de um mundo mais justo e pacífico"

Benedetta Capelli – Vatican News

Liberdade de opinião, responsabilidade ao narrar os fatos, respeito pela diversidade de pensamento, o diálogo para contrastar "a polarização extremista e enganosa". Estes são os conceitos que o Papa Leão evoca para construir "um mundo mais justo e pacífico" na mensagem, datada de 23 de janeiro, que enviou ao diretor do Il Foglio, Claudio Cerasa, por ocasião dos 30 anos de fundação do jornal. Fundado em Roma em 30 de janeiro de 1996 por Giuliano Ferrara, que o dirigiu até 2015, o jornal propôs-se desde o início como um espaço de confronto de opiniões.

A liberdade de pensamento, tutela da dignidade do homem

O Papa apresenta os seus cumprimentos e recorda que “em anos de tão grande mudança, — escreve — a presença de uma oferta plural no campo da informação, para a qual vocês contribuíram com o seu trabalho, foi e é garantia de liberdade”.

A possibilidade de difundir diferentes opiniões, e de oferecer interpretações diversas dos fatos, é o fundamento concreto desse livre confronto de ideias sem o qual não existe liberdade de pensamento, mas sim a negação da dignidade de cada ser humano e do seu direito de pensar.

Rótulos para exibir

Partindo precisamente destes pressupostos, o Pontífice reforça a necessidade do confronto para não decair em categorias limitantes que não retratam a realidade.

É necessário promover o diálogo e não se render a uma polarização extremista e enganosa que reduz a realidade a uma paródia de si mesma, as raízes culturais e religiosas quase a rótulos a exibir, o pensamento a um cálculo.

Formar informando

“A imprensa livre – lê-se na mensagem – e, de modo mais geral, todos os meios de comunicação teriam esta tarefa extraordinária de formar informando”. Uma tarefa a ser realizada com “grande senso de responsabilidade” ao distinguir “entre a narração o mais objetiva possível dos fatos e a exposição das opiniões sobre eles, sempre obrigatoriamente aberta ao confronto”.

E de contribuir, assim, para a construção de um mundo mais justo e pacífico.

Um futuro feito de encontros

Os votos do Papa aos redatores do jornal é que "sejam sempre animados por este desejo de construir um futuro feito de encontros e não de confrontos, e de defender, assim, a beleza das nossas vidas".

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31 janeiro 2026, 11:26