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"Estou comovido": Papa recebe familiares das vítimas de Crans-Montana

A comoção marcou a audiência de Leão XIV às famílias dos mortos e feridos no incêndio no bar "Le Constellation", na Suíça. Na tragédia, 40 pessoas morreram e 116 ficaram feridas.

Vatican News

Diante de tragédias como a dos jovens de Crans-Montana, que dizer? Onde encontrar consolo? O Papa Leão XIV tentou responder a esses questionamentos recebendo em audiência esta quinta-feira (15/01), no Vaticano, os familiares das vítimas italianas.

O Santo Padre declarou-se "comovido" ao encontrar as famílias: "Quando soube que alguém havia solicitado esta audiência, logo disse que encontraríamos tempo. Queria pelo menos ter a oportunidade de compartilhar um momento que para vocês, em meio a tanta dor e sofrimento, é realmente uma provação da nossa fé, é uma provação daquilo que acreditamos. E muitas vezes nos perguntamos: por que, Senhor?”.

"Esses são momentos de grande dor e sofrimento. Uma das pessoas mais queridas e amadas por vocês perdeu a vida em uma catástrofe de extrema violência, ou está internada no hospital por um longo período, com o corpo desfigurado pelas consequências de um terrível incêndio que marcou a imaginação de todo o mundo. E isso aconteceu no momento mais inesperado, em um dia em que todos se divertiam e comemoravam para trocar votos de alegria e felicidade". 

À pergunta que sentido dar a tal evento, onde encontrar um consolo à altura do que sentem, que não seja constituído por frases vãs e superficiais, o Papa Leão afirmou que talvez haja apenas uma palavra adequada, que é do Filho de Deus na cruz que, do fundo de seu abandono e de sua dor, clamou ao Pai: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27, 46).

"A resposta do Pai ao pedido do Filho demora três dias, em silêncio. Mas que resposta!", disse o Santo Padre. "Jesus ressuscita glorioso, vivendo para sempre na alegria e na luz eterna da Páscoa." 

Não há explicação do por quê coube a essas famílias enfrentar tal provação, prosseguiu o Papa. "O carinho e as palavras humanas de compaixão que lhes dirijo hoje parecem muito limitadas e impotentes. Por outro lado, o Sucessor de Pedro, que vieram encontrar hoje, afirma com força e convicção: a esperança não é vã, porque Cristo ressuscitou verdadeiramente!"

O Pontífice consolou as famílias recordando que nada poderá separá-las do amor de Cristo, assim como seus entes queridos que sofrem ou que faleceram. A fé que habita em nós, continuou, ilumina os momentos mais sombrios e dolorosos da nossa vida com uma luz insubstituível, que nos ajuda a continuar corajosamente o caminho rumo à meta. Jesus nos precede neste caminho de morte e ressurreição que exige paciência e perseverança, lembrou o Santo Padre.

“Tenham certeza de proximidade e ternura de Cristo: Ele não está longe do que vocês estão vivendo, pelo contrário, Ele compartilha e carrega isso com vocês. Da mesma forma, toda a Igreja carrega isso com vocês. Tenham certeza de sua oração – e da minha oração pessoal – pelo descanso de seus falecidos, pelo alívio daqueles que vocês amam e que sofrem, e por vocês mesmos que os acompanham com sua ternura e seu amor.”

Hoje, concluiu o Papa, o coração dessas famílias está traspassado como o de Maria aos pés da Cruz, e as confiou aos cuidados de Nossa Senhora das Dores: "Dirijam a Ela sem reservas as suas lágrimas e busquem nela o conforto materno que talvez só Maria saberá dar e certamente poderá dar-lhes. Como ela, vocês saberão esperar com paciência, na noite do sofrimento, mas com a certeza da fé, que um novo dia amanheça; e reencontrarão a alegria".

Ao final da audiência, Leão XIV convidou os presentes a rezarem uma Ave-Maria e concedeu a sua Bênção Apostólica. No incêndio durante a festa de Ano-Novo no bar "Le Constellation", 40 pessoas morreram e 116 ficaram feridas.

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15 janeiro 2026, 13:00