EUA-Irã: Trump cancela ataque e anuncia a retomada das negociações
Roberta Barbi – Vatican News
Havia sido anunciado como “o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial”, o ataque dos Estados Unidos ao Irã, considerado iminente. No entanto, ele foi cancelado pelo presidente americano Trump a pedido dos parceiros do Golfo – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar –, que solicitaram uma solução negociada, assim como, segundo declarações, também alguns funcionários iranianos não especificados.
A retomada das negociações
As conversações entre as partes serão retomadas ainda nesta segunda-feira (03/08) e terão como foco, em primeiro lugar, a questão da reabertura do Estreito de Ormuz e, em seguida, a desnuclearização do país. Washington e Teerã haviam assinado um acordo-quadro em 17 de junho passado, e é a esse memorando — considerado o ponto de partida para um acordo definitivo — que os mediadores pretendem se basear. Quanto à questão de Ormuz, em particular, antes da guerra todos os navios podiam transitar livremente por lá; depois, o Irã fechou o estreito durante o conflito e insiste em manter o controle sobre ele e cobrar pedágios.
O encontro entre Trump e Netanyahu na Casa Branca
A disputa sobre o Estreito de Ormuz desencadeou a retomada dos ataques em julho, mas foi nas últimas semanas que os ataques se intensificaram, a ponto de até mesmo a Arábia Saudita ter entrado no conflito com um ataque conjunto com os EUA contra as milícias iraquianas apoiadas pelo Irã. Além disso, após a reunião na Casa Branca entre Trump e o primeiro-ministro israelense Netanyahu, havia sido decidido realizar um ataque decisivo que deveria se concentrar nas infraestruturas energéticas do Irã. Com a notícia da reviravolta, o preço do petróleo já caiu mais de 4% imediatamente.
Petroleiro atingido na costa de Omã
Durante a madrugada, ocorreu uma nova explosão no Estreito de Ormuz, próximo a um petroleiro. Segundo informações da agência britânica de segurança marítima, o incidente ocorreu a 20 milhas náuticas a nordeste da cidade de Khasab, em Omã, mas não haveria vítimas.
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