Imagem de um local iraniano atingido por um ataque aéreo dos EUA Imagem de um local iraniano atingido por um ataque aéreo dos EUA

Oriente Médio, nova noite de ataques no Irã: acordo nuclear Washington-Riad

Décima segunda noite de ataques cruzados entre os EUA e o Irã, após a retomada do conflito. Ambos os lados continuam a reivindicar o controle do Estreito de Ormuz. Politicamente, toda a região questiona o anúncio do acordo entre Washington e a Arábia Saudita que permite a Riad desenvolver energia nuclear civil e abrir caminho para o enriquecimento de urânio
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Vatican News

"As forças estadunidenses atacaram alvos militares iranianos, incluindo infraestrutura marítima, depósitos de mísseis e drones, locais de vigilância costeira e sistemas de defesa aérea. Os ataques reduzem ainda mais a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios mercantes", de acordo com o já habitual relato diário de ataques norte-americanos, divulgado pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) no X.

Ormuz no centro das operações militares

O CENTCOM também afirma que o bloqueio naval está sendo mantido e que nove navios que tentavam entrar ou sair de portos iranianos foram desviados. O Irã também intensificou suas ofensivas e anunciou que atacou novamente três bases norte-americanas no Kuwait com drones, enquanto a Guarda Revolucionária alegou ter interceptado e desviado três petroleiros (um dos quais teria sofrido uma explosão) que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária afirmou posteriormente que nenhum petroleiro atravessará aquele trecho de mar sem coordenação com o Irã. Portanto, o controle de Ormuz permanece uma questão crucial no centro do contencioso; não é coincidência que Trump tenha ameaçado bombardear pontes e usinas de energia para cada navio atingido pelo Irã. Teerã, por sua vez, responde que "nem uma gota de petróleo" passará se os EUA continuarem seus ataques à infraestrutura da República Islâmica.

Acordo nuclear EUA-Arábia Saudita

Na frente diplomática, o impasse persiste, apesar das tentativas de mediação do Paquistão. Enquanto isso, o acordo entre Washington e Riad para o desenvolvimento de energia nuclear civil na Arábia Saudita está sendo considerado um ponto de virada histórico. Segundo muitos observadores, o acordo fortalece a presença dos EUA na região e abre caminho para o enriquecimento de urânio. No entanto, os Estados Unidos precisam lidar com os custos crescentes do conflito com o Irã. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarou ao Senado que a guerra com o Irã já custou US$ 37,5 bilhões e que serão necessários outros US$ 67 bilhões.

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23 julho 2026, 13:06