Ucrânia: UE inicia oficialmente as negociações de adesão
Vatican News
A troca de tiros entre a Rússia e a Ucrânia não dá sinais de arrefecimento: após o ataque russo mortal à Catedral da Dormição de Kiev, na noite de domingo, as defesas aéreas ucranianas relataram a destruição de 114 drones lançados de Moscou num novo ataque noturno de grande escala. Segundo a Força Aérea de Kiev, os destroços ainda causaram danos materiais em diversas áreas do país.
A guerra continua em terra
Em terra, a guerra continua atingindo alvos militares e civis. Na região de Kharkiv, um ataque de mísseis russos à aldeia de Dobrenka feriu cinco pessoas, incluindo uma criança, e danificou mais de dez casas. Entretanto, a Ucrânia continuou sua campanha contra a infraestrutura energética russa: durante a noite, drones de Kiev atingiram uma seção da refinaria de Moscou e um depósito de petróleo na região de Krasnodar. As autoridades russas relataram que não houve vítimas, enquanto fontes ucranianas afirmam que os danos às instalações podem forçar a refinaria de Moscou a reduzir significativamente suas operações. Segundo Kiev, a refinaria processa aproximadamente 11 milhões de toneladas de petróleo por ano e supre uma parcela significativa das necessidades de combustível da capital russa.
UNESCO expressa forte preocupação
O bombardeio da Catedral da Dormição, localizada dentro do Mosteiro das Grutas de Kiev, um dos locais mais sagrados da Ortodoxia e um símbolo da história religiosa e cultural da Ucrânia, continua sendo o foco da atenção internacional. O ataque causou um incêndio que danificou gravemente o telhado do edifício. A estrutura principal permaneceu de pé. A UNESCO, no entanto, expressou forte preocupação com o que chama de possível "dano significativo" ao Patrimônio Mundial. De acordo com a organização das Nações Unidas, o ataque causou danos significativos tanto dentro quanto fora da catedral, afetando também estruturas históricas adjacentes ao complexo monástico. A agência declarou sua prontidão para apoiar as autoridades ucranianas na avaliação dos danos e lembrou que ataques ao patrimônio cultural privam as comunidades do acesso à cultura, à educação e a espaços compartilhados, elementos essenciais para a coesão social e a reconstrução. A Comissão Nacional Ucraniana para a UNESCO reagiu ainda mais duramente, afirmando que "ao destruir o patrimônio cultural da Ucrânia, a Rússia busca apagar a memória histórica e infligir danos ao patrimônio de toda a humanidade". O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o atentado foi uma mensagem para os líderes reunidos esta semana entre o G7 e o Conselho Europeu, acusando Moscou de continuar a priorizar o terror em vez da diplomacia.
A UE se abre para a Ucrânia
A atenção da Comunidade internacional está agora voltada precisamente para o nível diplomático. Zelensky chegou à França para participar das reuniões do G7 e realizará conversas bilaterais com vários líderes ocidentais, incluindo o chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que os líderes do G7 discutirão novas medidas para aumentar a pressão sobre Moscou para pôr fim ao conflito. Ao mesmo tempo, a União Europeia abriu oficialmente o primeiro grupo de negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia. Para a Alta Representante da UE, Kaja Kallas, este é um "marco fundamental" e um "passo decisivo" no percurso europeu de Kiev. Washington também está voltando sua atenção para a questão da Ucrânia. Na cúpula do G7, o presidente Donald Trump declarou que, após a resolução da crise com o Irã, os Estados Unidos concentrarão sua atenção na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O chefe da Casa Branca expressou sua confiança de que tanto Vladimir Putin quanto Volodymyr Zelensky estão dispostos a explorar uma solução negociada. O próprio presidente ucraniano revelou que havia proposto a Trump a organização de um encontro com Putin nos Estados Unidos.
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