Busca

73 mísseis e 656 drones russos contra a Ucrânia

Moscou confirmou ter realizado um "ataque maciço" contra a Ucrânia durante a noite, incluindo o uso de mísseis hipersônicos, mas alegou ter atingido alvos militares, como dez instalações de produção de armas em Kiev, principalmente de drones. Até o momento foram confirmadas 18 mortes de civis, incluindo duas crianças em Dnipro. Há dezenas de feridos.

Vatican News

O número de mortos nos intensos ataques russos que atingiram Dnipro na segunda-feira subiu para 22, com 16 vítimas fatais, e Kiev, com seis mortes, informaram as autoridades ucranianas. Um total de 138 pessoas ficaram feridas.

Em Dnipro, onde um prédio de três andares foi atingido, os corpos de uma mulher e de um menino de 8 anos foram recuperados dos escombros, elevando o número de mortos para 16. Outra criança de três anos já havia sido relatada entre as vítimas, segundo o jornal Ukrainsla Pravda, citando autoridades locais. 

Já na tarde de segunda-feira, a administração regional de Dnipropetrovsk relatou um novo ataque russo em Dnipro, afirmando que um drone atingiu outro prédio residencial na cidade e feriu uma menina de oito anos, que está sendo tratada por médicos locais. Já em Kiev, o número de mortos subiu para 6, e os  feridos são 65.

De fato, enquanto Putin é avisado por seus assessores de que o custo da guerra é insustentável, seu exército voltou a atacar a Ucrânia na noite de segunda-feira, urando 73 mísseis e 656 drones lançados contra "alvos militares", segundo o Kremlin, provocando incêndios e atingindo prédios residenciais em diversas regiões. 

A maioria das mortes foi registrada em Dnipro, no que as autoridades chamaram de uma "noite difícil" para a cidade. Outras seis pessoas morreram em Kiev, onde ao menos 65 moradores ficaram feridos. Muitas ficaram presas sob os escombros do prédio de nove andares que desabou com o bombardeio. Os bombeiros ainda combatem incêndios em seis áreas diferentes da capital ucraniana.

Os alvos foram principalmente Kiev, a cidade de Dnipro, na região central do país, e as cidades de Poltava, Kharkiv e Zaporizhzhia, no leste. Foram registrados impactos de 30 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e 33 drones em pelo menos 38 locais. Detritos de drones destruídos caíram em 15 locais, informou a Força Aérea

No distrito de Podilskyi, em Kiev, um prédio de nove andares desabou após um ataque duplo, deixando pessoas presas sob os escombros. O prefeito Vitali Klitschko relatou em seu canal no Telegram: "No distrito de Podilskyi, ocorreu o desabamento parcial de algumas estruturas após um ataque duplo com mísseis contra um prédio residencial de nove andares. Além disso, segundo informações iniciais, destroços caíram no telhado de outro prédio residencial de nove andares, causando um incêndio e danificando os vidros das janelas." No distrito de Solomyanskyi, o sindicato informou que destroços atingiram os andares superiores de um prédio residencial de 15 andares, e um incêndio começou em um prédio de 24 andares, no sétimo e oitavo andares. A queda de destroços também provocou um incêndio em um prédio em uma área não residencial.

Segundo informações iniciais, incêndios causados ​​pela queda de destroços atingiram duas residências particulares. De acordo com o chefe da administração militar, Tymur Tkachenko, pelo menos três pessoas morreram na capital no ataque da noite passada.

Ucrânia ordena evacuação de milhares de civis na região de Kharkiv

 

As autoridades ucranianas ordenaram a evacuação de mais de 7.000 civis de várias cidades na região de Kharkiv, na fronteira com a Rússia, no nordeste do país, um sinal de temores de um avanço russo. "Dada a situação de segurança e os ataques sistemáticos do inimigo, estamos expandindo a zona de evacuação obrigatória", disse o governador regional Oleg Synegubov no Telegram.

Ucrânia recupera terreno pelo segundo mês consecutivo

 

A Ucrânia continua a recuperar terreno: em maio, pelo segundo mês consecutivo, reduziu a área acontrolada por Moscou dentro de suas fronteiras. É o que indica uma análise da France Presse baseada em dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). No mês passado, as forças de Kiev recuperaram 282 quilômetros quadrados de seu território invadido pela Rússia, após os 120 quilômetros ocupados em abril. Desde outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno mês após mês, mas o progresso começou a desacelerar no final de 2025.

A Ucrânia está conduzindo uma campanha sistemática para paralisar a logística russa ao longo da estratégica artéria Mariupol-Melitopol, que se tornou a principal "ponte terrestre" de Moscou. 

Kiev está usando drones para plantar minas em pontos estratégicos ao longo da rodovia e da rota entre Mariupol e Chongar. Essa tática visa bloquear todo o fluxo logístico e paralisar caminhões militares, diferentemente dos ataques convencionais que destroem apenas veículos individuais. Devido a esses ataques e ao alto risco para os comboios, as autoridades locais foram obrigadas a fechar trechos da estrada e desviar o tráfego de veículos pesados.

As dificuldades em manter os corredores de abastecimento estão causando grave escassez de combustível e suprimentos na península da Crimeia. O ministro da Transformação Digital da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, classificou essas ações como parte de uma campanha tecnológica mais ampla destinada a neutralizar as linhas de suprimento inimigas. 

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

02 junho 2026, 08:23