O presidente iraniano Pezeshkian mostra o esboço do acordo assinado na TV. O presidente iraniano Pezeshkian mostra o esboço do acordo assinado na TV.  (ANSA)

Presidentes dos EUA e Irã assinam acordo de paz à distância

Os presidentes dos Estados Unidos e do Irã, Donald Trump e Massoud Pezeshkian, respectivamente, assinaram remotamente o projeto de acordo que dá início a 60 dias de intensas negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio. O acordo também inclui a questão do Líbano, onde, no entanto, a escalada continua: Israel anunciou a morte de um de seus soldados durante os combates no sul do Líbano.

Roberta Barbi – Cidade do Vaticano

Na noite de ontem, quarta-feira, foi assinado o acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos. Um dos pontos previstos nas negociações para os próximos 60 dias é que Teerã se comprometa a diluir seu urânio enriquecido; em troca, Washington suspende imediatamente todas as sanções, começando pelas sanções contra o petróleo iraniano.

A cerimônia na Suíça

 

O acordo foi assinado à distância pelo presidente iraniano Pezeshkian e pelo presidente dos EUA, Trump, que está em visita à França e que o assinou em Versalhes, na presença do presidente francês Emmanuel Macron.

A cerimônia está prevista para amanhã, quinta-feira, em um resort em Lucerna, na Suíça, na presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que o Irã a declarou já como "supérflua".

Reações

 

O presidente dos EUA, Trump, expressou satisfação, declarando à margem da cúpula do G7 em Evian: "Com este acordo, Teerã nunca terá armas nucleares, mas se não for respeitado, atacaremos novamente." Por outro lado, o presidente do Parlamento iraniano, Ghalibaf, disse: "Estamos com o dedo no gatilho. Meu pessimismo e desconfiança em relação aos Estados Unidos são máximos." O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, saudou o acordo, chamando-o de "um bom acordo" para encerrar a guerra que começou em 28 de fevereiro.

A questão libanesa

 

O projeto de 14 pontos também pede o fim das hostilidades no Líbano: o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, chamou o acordo de "uma grande vitória" para o Irã, que há muito apoia a milícia islâmica xiita.

No País dos Cedros, no entanto, o conflito continua: Israel anunciou hoje a morte de um soldado das forças de segurança durante combates não especificados no sul e a interceptação de vários foguetes lançados contra seu exército.

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18 junho 2026, 08:48