Guerra e dor (Galeria de fotos XII)
“Não temos nada a esconder. Nunca atacamos civis e infraestruturas. (Sergey Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Federação Russa na ONU)”
6 de julho: O número de mortos nos ataques russos realizados durante a noite na Ucrânia, que tiveram como alvo a capital Kiev e seus arredores, subiu para 26. As autoridades ucranianas informaram que somente na cidade de Kiev pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 90 ficaram feridas, incluindo seis crianças.. Os feridos são mais de 90. A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia lançou 351 drones e 68 mísseis durante a noite, visando principalmente Kiev. Também observou que todos os 29 mísseis balísticos atingiram seus alvos, enfatizando a necessidade urgente de maior apoio de defesa. "Para interceptar mísseis balísticos, precisamos de capacidade de interceptação", disse o porta-voz da Força Aérea, Yurii Ihnat, na televisão nacional. "Os russos certamente estão explorando o fato de que agora há uma grave escassez de mísseis interceptores, tanto na Ucrânia quanto globalmente", acrescentou. O Ministério da Defesa russo, por sua vez, diz que "um ataque foi conduzido com armas de precisão de longo alcance, terrestres, aéreas e marítimas, além de drones de ataque, contra empresas da indústria militar e usinas de combustíveis e energia em Kiev e na região de Kiev".
A guerra na Ucrânia causou mais de dois milhões de baixas militares entre russos e ucranianos — feridos, mortos e desaparecidos —, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), um think tank americano. Moscou sofreu a maior parte das perdas, com 400.000 a 450.000 mortos de um total estimado de 1,4 milhão de vítimas entre suas tropas desde a invasão da Ucrânia, que ocorreu há mais de quatro anos, explica o CSIS. Por sua vez, o exército ucraniano sofreu a perda de 125.000 soldados. Além disso, entre 525.000 e 625.000 de seus soldados ficaram feridos. O número de mortes russas na Ucrânia é mais de quatro vezes maior do que o número total de mortes militares americanas em todos os conflitos desde a Segunda Guerra Mundial e mais de nove vezes maior do que o número total de mortes russas em todos os conflitos durante o mesmo período.
2 de julho: As autoridades ucranianas atualizaram o balanço do ataque russo massivo que atingiu Kiev na noite passada: segundo o Serviço Estatal de Emergência, 21 pessoas morreram e 85 ficaram feridas, 69 das quais hospitalizadas. A Força Aérea também forneceu dados mais precisos sobre os ataques. A Rússia teria lançado 74 mísseis e 496 drones durante a noite, dos quais 48 mísseis e 476 drones foram interceptados. Foi decretado luto nacional em Kiev para amanhã.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o "ataque retaliatório maciço" contra Kiev foi "direcionado exclusivamente a alvos militares ou relacionados ao meio militar" (como demonstrado pelas imagens abaixo) e foi realizado com "armas de alta precisão e longo alcance".
15 de junho: O Ministério da Defesa da Rússia divulgou uma lista de alvos do ataque retaliatório em larga escala realizado na noite passada em Kiev, Kharkiv e Dnipropetrovsk, bem como contra aeródromos militares e centros de abastecimento. O ministério precisou que não planeja nem executa ataques contra infraestruturas civis (como demonstrado nas fotos abaixo). "Em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev, as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque massivo utilizando armas guiadas de precisão de longo alcance, empregadas no âmbito aéreo, terrestre e marítmo, e drones, contra instalações da indústria de defesa em Kiev, Kharkiv e Dnipropetrovsk, bem como contra aeródromos militares e centros de abastecimento", afirmou o ministério em um comunicado citado pela RIA Novosti.
Onze pessoas morreram e 53 ficaram feridas em toda a Ucrânia no "ataque russo massivo" da noite passada, informou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no X.
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