Ebola: UNICEF oferece ajuda humanitária
Camila Morais - Vatican News
O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda preocupa o UNICEF depois que a Organização Mundial de Saúde declarou a situação como emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. O UNICEF alertou para os graves riscos para as crianças e comunidades vulneráveis da região. Para ampliar os esforços na proteção de crianças e famílias nos dois países contra o surto da doença, a instituição ofereceu ajuda humanitária.
O UNICEF mobilizou cerca de 50 toneladas de produtos de higiene pessoal, sabão e desifentantes, equipamentos de proteção individual, pastilhas de purificação de água e reservatórios de água em Bunia, no Congo. Também foi encaminhada uma equipe multidisciplinar de Resposta Rápida de Emergência com objetivo de oferecer assistência técnica para famílias no apoio das atividades sobre alerta dos riscos da doença e transmissão do Ebola, na tentativa de diminuição do contágio. Mais de 2.000 agentes comunitários de saúde já estão em operação, mas ainda são necessários mais recursos para garantir uma cobertura eficaz, especialmente nas áreas de difícil acesso.
O UNICEF ativou o mais alto nível de classificação de emergência (Level 3 Corporate Emergency) com objetivo de ampliar os esforços nas áreas afetadas e nas áreas de risco. A ativação permitirá a distribuição imediata de recursos, o envio acelerado de profissionais de emergência, procedimentos operacionais simplificados e uma melhor coordenação entre os níveis regionais e a sede central, a fim de apoiar as crianças e as famílias afetadas pelo surto. O UNICEF trabalha em colaboração com parceiros, incluindo a OMS e o Africa CDC, em apoio às respostas lideradas pelos governos.
O surto de Ebola coloca as crianças em risco não apenas por causa do vírus, mas também pela interrupção dos sistemas de saúde, nutrição, educação e proteção. O UNICEF pede acesso imediato, seguro e contínuo às comunidades afetadas, especialmente no leste da República Democrática do Congo, para que se possa alcançar as crianças e famílias vulneráveis.
A instabilidade de segurança, as contínuas restrições de acesso e a elevada mobilidade populacional estão aumentando o risco de rápida disseminação do vírus nas áreas afetadas e vizinhas. As crianças são particularmente vulneráveis às consequências dos surtos de Ebola, incluindo a interrupção de serviços essenciais, a perda dos pais e cuidadores, o sofrimento psicossocial e o aumento dos riscos à segurança.
Até 18 de maio, haviam sido registrados 246 casos suspeitos e 80 mortes suspeitas na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo. Já em Uganda, foram resgistrados 2 casos, com uma morte. Pelo aumento rápido, o UNICEF ressaltou a urgência de apoiar os governos na implementação de medidas urgentes de contenção ao surto, envolvendo as comunidades e garantindo ao mesmo tempo a coordenação entre os países.
Esta versão do vírus Ebola, a cepa Bundibugyo, é menos disseminada do que a cepa Zaire. No momento, não existem vacinas ou tratamentos aprovados. Acredita-se que a propagação desta variante específica do vírus Ebola tenha começado no final de abril.
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