Nigéria: mais de 20 mortos em ataques no norte do país durante a Páscoa
Vatican News
Pelo menos 26 pessoas foram mortas em três ataques distintos ocorridos no norte da Nigéria durante o período da Páscoa, segundo informações do exército nigeriano e de autoridades locais, divulgadas por diversas fontes da imprensa, como as agências Associated Press, Efe e AFP.
Os ataques no centro-norte da Nigéria
Pelo menos 17 dessas pessoas foram mortas no sábado, quando homens armados atacaram a comunidade de Mbalom, na região de Gwer West, no estado de Benue, no centro-norte da Nigéria. O governador do estado de Benue, Hyacinth Alia, confirmou os ataques no domingo, mas não especificou o número exato de vítimas. Os moradores indicaram o número de 17. Ataques como esses fazem parte de um longo ciclo de violência no centro-norte da Nigéria, onde disputas por terras e pastagens entre pastores fulani, em sua maioria muçulmanos, e comunidades agrícolas predominantemente cristãs, frequentemente resultam em confrontos mortais. Outras gangues criminosas também atuam na região.
Em outro ataque ocorrido na madrugada de sábado contra um quartel-general da polícia no estado de Borno, no nordeste do país, quatro policiais foram mortos após um longo tiroteio com um grupo afiliado ao autodenominado Estado Islâmico (EI), segundo informou o porta-voz da polícia de Borno, Kenneth Daso. Já no domingo, durante uma missa de Páscoa na aldeia de Ariko, no estado de Kaduna, a 100 quilômetros da capital Abuja, alguns homens armados teriam matado cinco pessoas, segundo informações do exército. A identidade dos agressores, no entanto, permanece desconhecida até o momento.
O mistério da libertação de mais de 30 fiéis sequestrados
As forças militares nacionais também informaram ter libertado 31 fiéis que haviam sido sequestrados durante as missas de Páscoa na mesma aldeia de Ariko. De acordo com a versão do exército, divulgada pelas agências AP, EFE e Reuters, milicianos armados invadiram uma igreja católica e uma evangélica; após a intervenção dos soldados, eles teriam fugido. No entanto, algumas organizações locais do estado de Kaduna, como a “Kuturmi Unity Development Association”, cujo comunicado foi reproduzido no X pela “Trr News”, desmentiram as notícias de que os 31 fiéis teriam sido resgatados pelo exército e afirmam, ao contrário, que as vítimas ainda estão nas mãos dos sequestradores.
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