Petroleiro paralisado no Estreito de Ormuz Petroleiro paralisado no Estreito de Ormuz

EUA céticos quanto à proposta do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz

Apesar do fracasso das negociações mediadas pelo Paquistão, os esforços diplomáticos para alcançar um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã continuam. Trump considera atualmente insuficiente a proposta do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz. As operações militares israelenses contra o Hezbollah continuam no Líbano
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Vatican News

A reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada ao levantamento do bloqueio estadunidense aos portos iranianos e ao fim da guerra. As negociações sobre o programa nuclear só ocorrerão em uma fase posterior. A proposta do Irã não convence Trump e seus conselheiros de segurança; a principal exigência dos EUA a Teerã permanece sendo o fim do enriquecimento nuclear e a política de nunca produzir armas nucleares.

Ormuz ainda paralisado

Por sua vez, as autoridades iranianas também informam que estão analisando um pedido dos EUA para reiniciar as negociações. A confirmação disso também veio do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em visita oficial à Rússia, onde se encontrou esta segunda-feira com Vladimir Putin, que disse estar pronto para mediar a paz. O Estreito permanece paralisado, com mais de 30 navios bloqueados pelos EUA, enquanto 105 petroleiros estão paralisados no Golfo Pérsico com aproximadamente 2.400 marinheiros a bordo. A situação continua a impactar os preços do petróleo, que começaram a subir novamente. Nos mercados asiáticos, o petróleo bruto subiu quase 1%, com o Brent acima de US$ 109, seu nível mais alto desde antes do acordo de cessar-fogo.

Trégua frágil no Líbano

Enquanto isso, a trégua no Líbano está cada vez mais frágil. Quatro pessoas, incluindo uma mulher, foram mortas e outras 51, incluindo três crianças, ficaram feridas em ataques israelenses esta segunda-feira no sul do País dos Cedros. Dois soldados israelenses ficaram feridos, um gravemente e outro levemente, em um ataque de drone. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a dupla ameaça de foguetes e drones do Hezbollah exige que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuem suas ações militares. Segundo a imprensa libanesa, o governo de Beirute quer evitar um encontro direto entre o presidente Joseph Aoun e Netanyahu em Washington para evitar protestos e desordens no país.

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28 abril 2026, 11:16