Emirados Árabes Unidos se retiram da OPEP. Tensões com a Arábia Saudita
Vatican News
A decisão ocorre após anos de tensões exacerbadas pelo conflito no Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, em uma decisão totalmente independente, que estão deixando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Disputas com a Arábia Saudita sobre cotas de produção de petróleo já duram há tempos, com Riad sendo acusada de limitar injustamente as exportações de petróleo bruto do país. Este é um passo crucial em um momento em que os preços do petróleo bruto são uma questão-chave na guerra, na qual Abu Dhabi sofreu duros golpes do Irã.
A difícil rodada diplomática para o Oriente Médio
As negociações entre o Irã e os Estados Unidos permanecem complexas: espera-se que Teerã apresente uma nova proposta de paz, após a rejeitada por Washington, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e o adiamento das negociações nucleares para uma segunda fase. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, após semanas de ataques, o Irã teria admitido estar em "colapso".
O bloqueio prolongado de Ormuz
Enquanto isso, o chefe da Casa Branca mantém um controle firme sobre o Estreito de Ormuz, instando seus colaboradores a se prepararem para um bloqueio prolongado da passagem marítima. É o que afirma o "Wall Street Journal", segundo o qual Trump pretende exercer a máxima pressão econômica sobre a República Islâmica, impedindo-a de exportar combustível, numa tentativa de forçá-la a aceitar sua exigência de abandonar o programa nuclear. No entanto, porém, Teerã apresentou um protesto formal à ONU, acusando Washington de pirataria pela apreensão de navios iranianos.
Novas vítimas no Líbano
O exército israelense continua a atacar o sul do Líbano, apesar do cessar-fogo acordado nos últimos dias. Pelo menos oito pessoas foram mortas em ataques nas primeiras horas desta quarta-feira, incluindo dois paramédicos, segundo o Ministério da Saúde de Beirute. "Israel continua violando o direito internacional e as convenções que protegem os civis", declarou o presidente libanês, Josef Aoun. O exército israelense, por sua vez, anunciou a destruição de uma rede de túneis usada pelo Hezbollah no sul do País dos Cedros.
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