EUA lançam ataque contra Venezuela e prendem Maduro
Vatican News
Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque impactante contra diversos alvos na Venezuela, incluindo bases militares. Horas após o início da operação, o presidente Donald Trump, afirmou que as forças armadas dos EUA "capturaram o presidente venezuelano Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os retiraram do país", em uma ação realizada "em coordenação com a administração da justiça americana".
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, dirigiu-se ao país em uma mensagem transmitida pela televisão estatal, exigindo dos Estados Unidos "confirmação imediata de que o presidente Maduro e a primeira-dama estão vivos". Segundo Rodríguez, a operação resultou na morte de autoridades governamentais, militares e civis.
Fortes explosões foram ouvidas às 2h da manhã, horário local, na capital venezuelana e em outros locais nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira, incluindo bases militares e a casa do ministro da Defesa.
Pouco depois do ataque, o presidente da Colômbia Gustavo Petro divulgou uma lista dos locais atingidos, incluindo o prédio do Parlamento em Caracas e o Quartel de la Montaña, onde fica o mausoléu de Hugo Chávez, um símbolo importante. Segundo o mandatário colombiano e diversos relatos nas redes sociais, o Forte Tiuna, principal complexo militar do país, a base aérea de La Carlota, no centro da capital, além do porto, também foram atingidos.
Antes do anúncio da captura de Maduro por Trump, Petro já havia anunciado o lançamento de um plano de defesa militar para o Palácio Presidencial de Miraflores. Fora da capital, outros alvos mencionados incluíam a base de caças F-16 em Barquisimeto, a base de helicópteros militares de Higuerote, o aeroporto El Hatillo e o aeroporto privado de Charallave, ao sul de Caracas.
Diversas testemunhas citadas por agências internacionais relataram ter ouvido aeronaves militares voando a baixa altitude e "pelo menos sete explosões". Imagens de grandes incêndios com colunas de fumaça são difundidas nas redes sociais. Vários bairros da capital ficaram sem energia elétrica.
Maduro foi acusado pelos Estados Unidos de liderar um "narcoestado" e de fraudar as eleições que o levaram ao poder. O líder venezuelano, que assumiu o poder após Hugo Chávez, respondeu acusando os EUA de cobiçar as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.
A ação militar foi ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que nas últimas semanas havia levantado a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela em nome de uma "guerra contra os cartéis de drogas" e declarado que os dias do presidente venezuelano Nicolás Maduro "estavam contados", após o envio de uma frota de navios de guerra para o Caribe.
As tensões entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela estavam elevadas há semanas e, nos últimos dias, as forças armadas estadunidenses alvejaram embarcações supostamente usadas por narcotraficantes.
*Informações sendo atualizadas
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