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Funcionários trabalham em uma usina termelétrica danificada por múltiplos ataques de mísseis russos, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em um local não divulgado na Ucrânia, em 21 de janeiro de 2026. Funcionários trabalham em uma usina termelétrica danificada por múltiplos ataques de mísseis russos, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em um local não divulgado na Ucrânia, em 21 de janeiro de 2026.  

UE envia geradores para socorrer população ucraniana assolada pelo frio

Mais de um milhão de ucranianos, segundo um comunicado, estão sem eletricidade, água e aquecimento devido às temperaturas congelantes, devido aos contínuos ataques russos à infraestrutura energética.

Vatican News

Em meio aos contínuos ataques russos, a Ucrânia continua enfrentando uma profunda crise energética. O recém-nomeado ministro da Energia, Denys Shmyhal, classificou o dia 22 de janeiro como "o dia mais difícil para o sistema elétrico ucraniano desde o apagão de novembro de 2022". A Rússia intensificou os ataques direcionados ao setor energético da Ucrânia, já que as temperaturas permaneceram abaixo de -10 graus Celsius nas últimas semanas.

Em 23 de janeiro, a maior empresa privada de energia da Ucrânia, a DTEK, anunciou cortes de energia emergenciais nas regiões de Odessa e Dnipropetrovsk. Esses cortes estão se espalhando por grande parte da Ucrânia, incluindo as regiões de Chernihiv, Zhytomyr, Sumy, Kharkiv, Kyiv, Kirovohrad, Poltava e Cherkasy.

Segundo o representante do UNICEF na Ucrânia, Munir Mammadzade, muitas famílias adotaram soluções improvisadas para tentar manter algum calor dentro de casa, incluindo o uso de brinquedos e tecidos para vedar janelas. 

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Ifrc, confirmou que, apesar de em ataques anteriores a energia ter sido restaurada em poucos dias em cidades como Kharkiv e Odessa, a situação em Kiev é mais grave.  As interrupções prolongadas afetam um número elevado de residentes, aumentando a pressão sobre os serviços de resposta humanitária.

Moradores locais se reúnem em volta de uma fogueira durante uma festa ao ar livre para se aquecerem, já que muitos apartamentos permanecem sem aquecimento em Kiev, em 18 de janeiro de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia. Os ataques russos deixaram a rede elétrica da Ucrânia à beira do colapso e interromperam o fornecimento de energia e água para milhões de pessoas nas últimas semanas. (Foto de Sergei Gapon / AFP)
Moradores locais se reúnem em volta de uma fogueira durante uma festa ao ar livre para se aquecerem, já que muitos apartamentos permanecem sem aquecimento em Kiev, em 18 de janeiro de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia. Os ataques russos deixaram a rede elétrica da Ucrânia à beira do colapso e interromperam o fornecimento de energia e água para milhões de pessoas nas últimas semanas. (Foto de Sergei Gapon / AFP)   (AFP or licensors)

Quem puder, deve deixar a cidade, é o pedido do prefeito de Kiev

 

Em Kiev, a situação permanece extremamente difícil devido aos danos causados ​​à infraestrutura energética pelos ataques russos. Lar de mais de 3 milhões de pessoas, a capital ucraniana ainda luta para restabelecer a energia elétrica, o aquecimento e o abastecimento de água após os ataques russos à infraestrutura crítica da Ucrânia em 9 e 20 de janeiro. Algumas casas estão sem aquecimento e energia desde 9 de janeiro.

O aquecimento foi restabelecido em 600 prédios durante a noite e ao longo do dia 22 de janeiro — pela segunda vez em duas semanas, após dois grandes ataques russos terem como alvo a capital ucraniana, de acordo com o prefeito. A maioria dos prédios fica na zona leste de Kyiv, na margem esquerda do rio Dnipro

Diante desta situação, o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, fez um apelo pela segunda vez em poucas semanas aos moradores para que deixem a cidade, se possível.

"A situação é extremamente difícil, e este pode não ser o pior momento", escreveu o prefeito no Telegram, alertando que "o inimigo provavelmente continuará atacando a infraestrutura vital da cidade e do país". "Estoquem alimentos, água e medicamentos necessários. Aqueles que ainda têm a opção de deixar a cidade, para ir a lugares com fontes alternativas de energia e aquecimento, não devem descartar essa possibilidade", foi o apelo do prefeito.

Impacto sobre as crianças

 

Quase quatro anos após o início da invasão em larga escala, o Unicef alerta que a vida das crianças na Ucrânia continua dominada pela luta pela sobrevivência. 

Em 2025, registou-se um aumento de 11% no número de vítimas infantis verificadas em comparação com o ano anterior, evidenciando o impacto contínuo do conflito sobre a infância no país.

Gerador fornece energia elétrica a lojas de Kiev (Foto by Valentyn Ogirenko)
Gerador fornece energia elétrica a lojas de Kiev (Foto by Valentyn Ogirenko)

O envio de geradores pela UE

 

A Comissão Europeia está enviando nesta sexta-feira, 23, 447 geradores de emergência, no valor de 3,7 milhões de euros, provenientes das reservas estratégicas da UE, para restabelecer o fornecimento de energia em hospitais, abrigos e serviços essenciais na Ucrânia. Mais de um milhão de ucranianos, segundo um comunicado, estão sem eletricidade, água e aquecimento devido às temperaturas congelantes resultantes dos contínuos ataques russos à infraestrutura energética.

Os geradores, mobilizados a partir das reservas estratégicas da rescEU, sediadas na Polônia, serão distribuídos às comunidades mais afetadas pelo Ministério do Desenvolvimento Comunitário e Territorial da Ucrânia, em colaboração com a Cruz Vermelha Ucraniana. A remessa de geradores visa responder a necessidades urgentes e baseia-se no apoio contínuo da UE à resiliência energética da Ucrânia.

Desde o início da invasão russa em grande escala, a UE enviou quase 10.000 geradores à Ucrânia por do Mecanismo de Proteção Civil. Antes deste inverno, a Comissão também concluiu a relocalização de uma central termoelétrica inteira doada pela Lituânia — a maior operação logística coordenada da história do Mecanismo — para restabelecer a capacidade crítica da rede elétrica ucraniana.

Um homem limpa a neve do terraço de um restaurante numa manhã fria de inverno em Kiev. (REUTERS/Gleb Garanich)
Um homem limpa a neve do terraço de um restaurante numa manhã fria de inverno em Kiev. (REUTERS/Gleb Garanich)

A Comissão, afirma também Berlaymont, condena veementemente os ataques da Rússia à infraestrutura energética crítica e os consequentes danos humanitários. A UE não permitirá que a Rússia force a Ucrânia à submissão e continuará a ajudar os ucranianos a enfrentar este inverno.

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23 janeiro 2026, 12:58