Ucrânia: União Europeia bloqueia importação de gás russo
Vatican News
A União Europeia adotou definitivamente a regulamentação que proibirá as importações de gás e GNL da Federação Russa. A medida decisiva de Bruxelas para atingir os cofres do Kremlin inclui uma proibição total de gás natural liquefeito a partir do final de 2026 e de gás por gasoduto a partir da última semana de setembro de 2027. Antes de permitir a entrada de gás em seus mercados, os Estados-membros da UE terão que verificar sua origem. Violações da regulamentação — que se aplica integralmente, diferentemente de uma diretiva — preveem multas bastante elevadas.
Hungria e Eslováquia se opõem
Um voto "sim" não era dado por certo até poucos meses, mas a questão ainda não está encerrada, já que a Hungria e a Eslováquia, além de votarem contra — a Bulgária se absteve —, anunciaram um recurso ao Tribunal de Justiça da União Europeia. A aprovação da UE foi aplaudida pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que, enquanto isso, aumenta a pressão sobre as negociações com Moscou e Washington. "Há questões que precisam ser preparadas para a próxima reunião. Ficou decidido que as equipes se reunirão novamente no domingo, mas seria apropriado antecipar essa reunião", foi o pedido. Zelensky, portanto, quer antecipar a nova reunião trilateral agendada para Abu Dhabi em 1º de fevereiro, após a de 25 de janeiro. Embora a cúpula trilateral tenha sido descrita como construtiva, a questão de Donbass permanece longe de ser resolvida.
A questão territorial no leste da Ucrânia
Em relação aos territórios, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, explicou: "Kiev decidirá". Mas Zelensky, por enquanto, resiste àqueles, incluindo os de Washington, que há muito exigem que a Ucrânia faça concessões territoriais significativas. Muito também pode depender do progresso das negociações em outras frentes. Em relação às garantias de segurança sob a égide da Aliança Voluntária, Rutte enfatizou: "um acordo está próximo". Ao mesmo tempo, o ex-primeiro-ministro holandês descartou mais uma vez a possibilidade de a Ucrânia aderir à Aliança Atlântica. O mais provável é que se vá ao encontro de Zelensky, antecipando uma aceleração significativa da adesão de Kiev à UE. "Estaremos prontos em 2027", assegurou o líder ucraniano.
Perdas econômicas para Moscou
Caberá então a Donald Trump, neste ponto, exercer sua influência sobre Viktor Orbán, da Hungria, e Robert Fico, da Eslováquia, para garantir que não vetem a medida. A oposição deles à estratégia anti-Moscou da UE em relação ao gás russo tem sido ineficaz, ao contrário das sanções contra a Rússia. A aprovação da proibição do gás do Kremlin não exigiu unanimidade, mas sim uma maioria qualificada. Em uma publicação no X, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, criticou a escolha da UE de apresentar a decisão como uma manobra econômica, que só pode ser aprovada por maioria qualificada, em vez de como uma sanção, que exigiria unanimidade. Para Moscou, as perdas econômicas podem não ser marginais. E a reação do Kremlin foi rápida. Com essa decisão, "os países da UE abriram mão de sua liberdade", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova. Enquanto isso, com a continuidade dos bombardeios, o chefe do Estado-Maior do Exército Russo, general Valery Gerasimov, inspecionou as tropas posicionadas no leste da Ucrânia. O Ministério da Defesa informou que Gerasimov ouviu os relatórios do comandante do grupo tático sobre a situação na zona de guerra. Durante a noite de segunda para terça-feira, mísseis russos atingiram Odessa, causando feridos.
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