Trump freia o ataque ao Irã: vamos verificar a situação
Vatican News
"Fomos informados por fontes muito importantes de que os homicídios cessaram", disse o presidente dos EUA durante um evento na Casa Branca. Questionado por um repórter da AFP se a intervenção militar estadunidense estava descartada, Trump respondeu: "Vamos observar isso e ver o que acontece a seguir".
Enforcamentos suspensos
O presidente dos EUA, portanto, adiou a decisão sobre um ataque ao Irã, após instar os cidadãos iranianos a continuarem protestando, prometendo-lhes que "a ajuda está a caminho". Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista à Fox News que não haveria enforcamentos na quinta-feira. Segundo Araghchi, "agora impera a calma" e as autoridades estão "no controle total" da situação. O Irã está pronto para responder "decisivamente" a qualquer ataque, alertou o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour. A perspectiva de uma possível intervenção dos EUA e uma resposta iraniana está alimentando temores em toda a região. O Catar anunciou a saída de parte do pessoal da base norte-americana em Al-Udeid, a maior do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o Reino Unido anunciou o "fechamento temporário" de sua embaixada em Teerã, enquanto Espanha, Índia e Itália instaram seus cidadãos a deixarem o Irã.
Mais de 3.000 vítimas
Enquanto isso, movimentos de direitos humanos continuam a acusar o governo de brutal repressão. De acordo com o último relatório da ONG Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, pelo menos 3.428 manifestantes foram mortos desde o início dos protestos em 28 de dezembro. O Irã constitui um dos focos da reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas esta quinta-feira.
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