Oração pelas vítimas de Crans-Montana Oração pelas vítimas de Crans-Montana

Suíça, aumenta o número de vítimas do incêndio na festa de Ano Novo

O balanço provisório da tragédia de Ano Novo em Crans-Montana chegou a 47 mortos e 113 feridos, a maioria dos quais em estado crítico. Para as autoridades suíças, o incêndio foi causado pelo fenômeno do “flashover”, a propagação rápida e violenta das chamas. Excluída a hipótese de ato criminoso
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Vatican News

Os participantes da festa organizada para celebrar a chegada de 2026 no bar “Le Constellation”, um local renomado na estação de esqui suíça Crans-Montana, de propriedade de um casal francês, onde a entrada era permitida a partir dos 16 anos, tinham em média 20 anos. O balanço fornecido pelas autoridades refere 47 mortos e 113 feridos, mas deve ser considerado provisório, dada a gravidade do estado de muitos dos feridos transportados para o hospital.

A dinâmica dos fatos

A tragédia ocorreu por volta da 1h30 da madrugada, quando eclodiu um incêndio que se espalhou de acordo com o modo conhecido como “flashover”, ou seja, a rápida passagem de um incêndio localizado para um generalizado, com o calor acumulando-se sob o teto e os gases de combustão e a temperatura subindo muito rapidamente, o que transformou, de fato, o local de dois andares – um dos quais no subsolo, onde se teria iniciado o incêndio – numa verdadeira armadilha. A causa do incêndio ainda não foi identificada, segundo a polícia do cantão do Valais: excluída quase imediatamente a hipótese de um ato terrorista, ganhou força a hipótese de que a culpa foi de algumas velas acesas colocadas no alto em garrafas de champanhe, dentro de um ambiente cujo teto era de madeira.

As operações de resgate e o estado de emergência

O Conselho de Estado do Valais declarou estado de emergência. Toda a área foi isolada e foi imposta uma zona de exclusão aérea sobre Crans-Montana, mas, desde esta quinta-feira, centenas de pessoas se reuniram ao redor para prestar homenagem às vítimas e também em busca de informações concretas. Como costuma acontecer nesses casos, uma vez que a capacidade hospitalar no Valais se esgotou rapidamente, a Comissão Europeia ativou o mecanismo de Proteção Civil que permite a qualquer país do mundo solicitar ajuda a Bruxelas em caso de emergência: entre os primeiros a se mobilizar esteve a Itália, e alguns feridos foram internados no hospital Niguarda, em Milão. Ao todo, foram mobilizados 10 helicópteros e 150 operadores para combater o incêndio.

As difíceis operações de identificação

O balanço inclui também alguns desaparecidos, entre os quais 6 italianos; a procuradora-geral do cantão, Beatrice Pilloud, declarou que foram mobilizados recursos significativos “para identificar as vítimas e devolver os seus corpos às famílias o mais rapidamente possível”. De fato, muitas famílias permanecem incertas sobre o destino das vítimas no dia seguinte ao devastador incêndio em Crans-Montana: a identificação de 40 corpos ainda está em andamento, declarou esta sexta-feira um porta-voz da polícia. O trabalho pode levar vários dias, dado o elevado número de vítimas e o estado dos cadáveres. Enquanto isso, as autoridades estão em contato próximo com eles e também estão oferecendo apoio psicológico.

O pesar da Igreja

Uma Missa em memória das vítimas foi celebrada no dia 1º de janeiro à noite na igreja da localidade suíça pelo bispo da Diocese de Sion. As mais de 400 pessoas presentes, logo após a cerimônia, dirigiram-se ao local da tragédia para depositar flores. Toda a Conferência Episcopal Suíça se uniu à Diocese de Sion. O administrador apostólico da Diocese de Lugano, dom Alain de Raemy, disse em um comunicado estar “profundamente chocado e entristecido com as terríveis notícias vindas de Crans-Montana: o grave incêndio ocorrido durante à noite, durante as comemorações de Ano Novo, assume cada vez mais os contornos de uma imensa tragédia”. De Raemy, juntamente com os bispos eméritos Pier Giacomo Grampa e Valerio Lazzeri e com toda a Diocese de Lugano, expressou então “condolências e solidariedade com as vítimas, os feridos e suas famílias”. Ele assegura a proximidade de todos, com pensamentos e orações, à população e à comunidade afetada, em particular aos habitantes da área pastoral de Crans-Montana e do Valais, aos seus párocos e ao seu bispo, dom Jean-Marie Lovey. Ele também expressa seus sinceros agradecimentos a todas as equipes de primeiros socorros e às pessoas que correram em auxílio e ainda são chamadas a prestar socorro aos feridos, aos sobreviventes e aos familiares”.

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), com sede em Genebra, também expressou “profunda dor e solidariedade”. O secretário-geral do organismo ecumênico, reverendo Jerry Pillay, enviou uma carta ao presidente suíço Guy Parmelin, expressando “sinceras condolências em nome da comunidade ecumênica mundial”.

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02 janeiro 2026, 12:27