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Foco na História: as grandes civilizações africanas.  Foco na História: as grandes civilizações africanas.   A história

Foco na História: as grandes civilizações africanas. Império Zimbábue

O Império Zimbábue existiu mais ou menos entre os anos de 1200 e 1400, no litoral da África Austral, onde hoje estão localizados Moçambique e o próprio Zimbábue. O território era povoado por populações do tronco linguístico banto, conhecidos como shonas.

Padre José Inácio de Medeiros, CSsR - Instituto Histórico Redentorista

Durante o período que chamamos de Idade Média que classifica a História Europeia (séculos V ao XV), poderosos Estados se desenvolveram na África Ocidental e por sua enorme riqueza, tornaram-se o principal eixo de comércio entre o Mar Mediterrâneo e o interior da África.

Alguns dos reinos existentes na África podiam se rivalizar com qualquer uma das grandes civilizações que existiram no Oriente Médio ou Extremo Oriente. Uma dessas civilizações foi formada pelo Império Zimbábue.

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Império Zimbábue

O Império Zimbábue existiu mais ou menos entre os anos de 1200 e 1400, no litoral da África Austral, onde hoje estão localizados Moçambique e o próprio Zimbábue. O território era povoado por populações do tronco linguístico banto, conhecidos como shonas.

O Império do Zimbábue floresceu entre os séculos XI e XV, formando um poderoso reino no sul da África, centrado na capital Grande Zimbábue, famosa por suas impressionantes construções de pedra erguidas sem argamassa, sendo a maior estrutura de pedra pré-colonial da África Austral. 

O Reino de Zimbábue foi formado pelos shonas, um povo falante da lingua banto que havia inicialmente migrado para a África meridional a partir do século II d.C.

Os vestígios materiais desse império foram encontrados somente no século XIX e a principal marca encontrada foi o Grande Zimbábue ou Grande Casa de Pedra, uma construção enorme, complexa, sinal que demonstra ostentação e poder.

Este Império ficou conhecido por seu grande número de construções que são testemunhos do poder alcançado por ele. Foi um poderoso Estado com hegemonia na região localizada entre os rios Zambeze e Limpopo.

Estado poderoso

Formando um Estado poderoso e influente, atuava no comércio de minérios e seus governantes recebiam o título de Mwene Mutapa, mesma coisa que senhor das minas. Havia uma divisão social do trabalho bem estabelecida, com artesãos especializados no trabalho com cobre e ferro, ourives, escultores e tecelões.

A economia prosperou com o comércio de ouro, marfim e ferro, negociando com mercadores árabes, chineses e indianos. Sua sociedade era organizada com um rei e uma aristocracia, sustentada por uma vasta rede de estados tributários.

O império declinou por volta de 1450 devido a fatores como esgotamento de recursos e mudanças climáticas, levando à ascensão de outros reinos como o Monomotapa. 

Fatores ambientais como o desmatamento, solo enfraquecido, exaustão de recursos também contribuíram no processo de decadência.

O Império Monomotapa (ou Mutapa) e, mais tarde, o Império Rozvi, surgiram em seu lugar, mantendo a influência na região, que ainda se beneficiaria do comércio, mas com desafios crescentes devido à interferência europeia. 

Antes da chegada dos europeus, portugueses ao longo do século XV e dos colonos ingleses no século XIX, liderados por Cecil Rhodes de onde surgirá o nome de Rodésia, a região onde hoje é o Zimbábue era habitada pelos povos shona e ndebeles (zulus), sendo o império muito influente numa vasta região

O nome do país moderno, Zimbábue, é uma homenagem a este antigo e avançado império. 

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16 janeiro 2026, 11:40