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A tragédia provocada por incêndios florestais no Chile

Incêndios florestais são comuns no Chile durante o verão devido às altas temperaturas e ao clima seco. A atual onda de incêndios no centro e sul do Chile é um dos mais mortais dos últimos anos. Em 2024, incêndios de grandes proporções que devastaram o litoral central do Chile mataram pelo menos 130 pessoas, tornando-se o desastre natural mais mortal do país desde o terremoto devastador de 2010.

Vatican News

São de ao menos 19 as vítimas fatais provocadas por incêndios florestais no Chile, que deixaram 1.500 desabrigados e devastaram ao menos 8.500 hectares de florestas e destruíram dezenas de casas no centro e sul do país, disseram autoridades. Os incêndios começaram no domingo, também favorecidos pela onda de calor que assola o país, com temperaturas acima do normal, informou o Serviço Nacional de Prevenção de Desastres.

Na manhã desta segunda-feira, o presidente chileno, Gabriel Boric, afirmou em sua conta no X, que as condições climáticas são adversas, o que significa que alguns dos focos de incêndio debelados pelos bombeiros poderiam reacender.

No domingo, o mandatário havia decretado estado de calamidade pública nas regiões de Biobío, no centro do país, e Ñuble, na região vizinha, a cerca de 500 quilômetros ao sul da capital Santiago, o que permite maior coordenação com as Forças Armadas para conter os incêndios. 

Segundo estimativas do governo, o número total de casas queimadas somente na região de Biobío era "certamente superior a mil, até o momento". Os incêndios que devastavam as encostas já haviam forçado a evacuação de 50 mil pessoas. "A primeira prioridade, como sabem, nessas emergências - explicou o presidente chileno -  é sempre combater e extinguir o fogo. Mas não podemos nos esquecer, em momento algum, das tragédias humanas que estão acontecendo, das famílias que estão sofrendo".

O fogo consumiu a maior parte de Penco,, cidade localizada na Região de Biobío, com pouco mais de 46 mil habitantes, queimando carros, uma escola e uma igreja. Milhares de pessoas tiveram que correr e se refugiar em abrigos improvisados ​​de emergência. O governo impôs um toque de recolher noturno na região. Corpos carbonizados foram encontrados em campos, casas, ao longo das estradas e em carros.

Os bombeiros lutavam para extinguir as chamas, com o calor e os fortes ventos dificultando seus esforços. As temperaturas ultrapassaram os 38°C no domingo, e a previsão é de que o calor intenso persista nesta segunda-feira.

Incêndios florestais são comuns no Chile durante o verão devido às altas temperaturas e ao clima seco. A atual onda de incêndios no centro e sul do Chile é um dos mais mortais dos últimos anos. Em 2024, incêndios de grandes proporções que devastaram o litoral central do Chile mataram pelo menos 130 pessoas, tornando-se o desastre natural mais mortal do país desde o terremoto devastador de 2010.

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19 janeiro 2026, 12:36