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Vista da floresta amazônica Vista da floresta amazônica  (AFP or licensors)

Primeira Assembleia Eclesial da Amazônia equatoriana

Para o encontro de Bispos da Pan-Amazônia realizado em agosto de 2026, Leão XIV havia enviado um telegrama onde reiterava que eera "necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia, de tal forma que temos de nos esforçar por lhes dar o pão fresco e límpido da Boa Nova e o alimento celeste da Eucaristia, único meio para ser verdadeiramente o povo de Deus e o corpo de Cristo".

A Primeira Assembleia Eclesial da Amazônia Equatoriana reuniu pela primeira vez os seis Vicariatos Apostólicos da região, marcando um passo significativo em sua jornada compartilhada. Trata-se de um evento importante, com potenciais desdobramentos positivos para toda a comunidade eclesial amazônica do Equador. Segundo a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), a Assembleia foi um tempo de discussão e discernimento comunitário, seguindo o método de "diálogo no Espírito" e incentivando o discernimento comunitário em estilo sinodal.

O encontro, realizado de 29 de junho a 1º de julho de 2026, no Centro de Formação Pastoral Intipungo, no Vicariato Apostólico de Puyo, contou com a participação de delegações de Aguarico, Méndez, Napo, Puyo, San Miguel de Sucumbíos e Zamora, além de representantes de Esmeraldas.

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) foi instituída em 2020, em continuidade com o Sínodo Especial para a Amazônia (2019) e a Exortação Apostólica Querida Amazônia (2020) do Papa Francisco, que conclamava a novas formas de coordenação pastoral no território. Em Querida Amazônia, o Papa convidou a Igreja a "aceitar corajosamente a novidade do Espírito capaz de criar sempre algo de novo com o tesouro inesgotável de Jesus Cristo" (n. 69), inclusive por meio de novas formas de organização eclesial.


Esta "Primeira Assembleia Eclesial da Amazônia Equatoriana" é, portanto, a primeira em âmbito nacional para os Vicariatos Amazônicos do Equador, embora a CEAMA já tenha realizado suas próprias Assembleias Gerais Pan-Amazônicas. Como assembleia eclesial, reuniu não apenas bispos, mas também religiosos e religiosas, leigos e representantes de povos indígenas, em um processo compartilhado de escuta e discernimento.

Durante o encontro, os Vicariatos Apostólicos reafirmaram sua pertença à CEAMA e o compromisso em adotar as diretrizes pastorais definidas durante a Sexta Assembleia Geral da Igreja, com o objetivo de integrá-las em seus respectivos planos pastorais.

Segundo o site oficial da CEAMA, o encontro teve início com uma Celebração Eucarística presidida por dom Rafael Cob García, vigário apostólico de Puyo, que fez um apelo para que a Igreja promova a proximidade com os povos amazônicos e defenda a vida e a Casa Comum.

Foi dada especial atenção à reflexão sobre o percurso eclesial da Amazônia, que se estende da experiência da REPAM ao Sínodo para a Amazônia e culmina na criação da CEAMA, apresentada durante o encontro como uma organização chamada a apoiar concretamente as Igrejas locais da região. "A Assembleia também dedicou espaço específico ao fortalecimento da cultura do cuidado, por meio da reflexão sobre a prevenção de abusos e a promoção de ambientes seguros na missão evangelizadora", segundo um trecho do comunicado de imprensa da CEAMA.

Como resumido no Horizonte Pastoral 2026-2030 da CEAMA, os participantes identificaram diversas prioridades compartilhadas, incluindo "a necessidade de fortalecer a evangelização com identidade amazônica, promover maior participação comunitária, consolidar processos educativos, valorizar o papel dos povos indígenas e continuar a coordenar esforços em diferentes territórios". Entre os resultados concretos da Assembleia, cada Vicariato designou seu próprio representante para uma equipe nacional de coordenação da CEAMA, encarregada de supervisionar a implementação das prioridades pastorais e fortalecer o trabalho em rede. Segundo a declaração final, a Assembleia reafirmou seu desejo de apoiar o caminho de "uma Igreja sinodal, intercultural e missionária, profundamente enraizada na realidade dos povos amazônicos".

Poucos meses após sua eleição papal, o Papa Leão XIV enviou um longo e detalhado telegrama aos bispos que participavam de um encontro da Conferência Eclesial da Amazônia em Bogotá, de 17 a 20 de agosto de 2025. "É essencial", dizia o telegrama assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, "que Jesus Cristo, em quem todas as coisas se resumem, seja proclamado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia".

O Papa Leão XIV agradeceu aos bispos "pelos seus esforços para promover o bem maior da Igreja para os fiéis da amada região amazônica" e os exortou a "buscar, com base na unidade e colegialidade próprias de um 'corpo episcopal', maneiras de auxiliar concreta e eficazmente os bispos diocesanos e os vigários apostólicos no cumprimento de sua missão".

*Agência Fides

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08 julho 2026, 16:09