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12ª Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) 12ª Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) 

A Igreja na Ásia é chamada a ser "construtora de pontes"

A 12ª Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) teve início na última segunda-feira, em Jacarta, na Indonésia. Mais de 120 cardeais e bispos de toda a Ásia se reúnem para uma semana de oração, discernimento e reflexão sobre a missão da Igreja em todo o continente.

By Fr. Kasmir Nema, SVD - Jacarta

A assembleia realiza-se de 20 a 26 de julho sobre o tema "O chamado à conversão sinodal e a missão de ser pontes e construtores de pontes na Ásia". Reúne representantes das 22 conferências episcopais e jurisdições eclesiásticas membros da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC).

Os participantes refletem sobre como as Igrejas locais podem aprofundar a sinodalidade e fortalecer o diálogo, a reconciliação e a ação missionária nos diversos contextos culturais e religiosos da Ásia.

Fundada em 1970, após o encontro de bispos asiáticos durante a visita do Papa São Paulo VI a Manila, a FABC promove a colaboração entre as Igrejas locais do Sul, Sudeste, Leste e Centro da Ásia. Desde então, tem fomentado a evangelização, o diálogo inter-religioso, a reflexão teológica e o engajamento social em toda a região.

Segundo informações compartilhadas com a Rádio Veritas Ásia durante a coletiva de imprensa de abertura, a Assembleia foi pensada como uma experiência sinodal, e não apenas como uma conferência. Os participantes passarão a semana em oração, farão conversas no Espírito, encontros regionais e debates em grupo. Eles refletirão sobre desafios pastorais como pobreza, migração, conflito e cuidado com a criação.

Construindo pontes através do diálogo

Em seu discurso na coletiva de imprensa de abertura, o cardeal Filipe Neri Ferrão, arcebispo de Goa e Damão e presidente da FABC, refletiu sobre a situação dos cristãos que vivem como minorias em muitas partes da Ásia.

"Ao longo de sua história, a Igreja sempre enfrentou situações desafiadoras", afirmou.

"Em vez de reagir com receio, a Igreja é chamada a construir relações, fomentar o diálogo e promover a reconciliação", acrescentou. "Essa missão", disse ele, "exige que os cristãos se tornem construtores de pontes entre povos, culturas e religiões".

O cardeal Pablo Virgilio David, bispo de Caloocan, nas Filipinas, e vice-presidente da FABC, se uniu a esse apelo.

"Nossa resposta a situações de hostilidade não é construir muros defensivos, mas sim pontes de diálogo", disse ele.

Ele observou que muitas comunidades cristãs vivem como um "pequeno rebanho" em meio a tensões sociais. "O diálogo", disse ele, "começa pelo reconhecimento da dignidade de cada pessoa e pela busca do bem comum".

A sinodalidade começa nas comunidades locais

O primeiro dia terminou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo cardeal Tarcisio Isao Kikuchi, SVD, arcebispo de Tóquio e secretário-geral da FABC.

Em sua homilia, o cardeal Kikuchi recordou uma visita recente a uma pequena comunidade de agricultura orgânica em Ende, na ilha de Flores, na Indonésia. Ele a descreveu como um exemplo vivo de sinodalidade.

"A esperança não é algo que possamos simplesmente comprar ou dar aos outros", disse ele. "A esperança nasce quando encontramos pessoas que genuinamente se importam umas com as outras."

Baseando-se em sua experiência como Presidente da Caritas Internationalis, o Cardeal Kikuchi afirmou que a comunidade demonstrou que a sinodalidade não é uma ideia abstrata, mas uma forma de viver o Evangelho em conjunto.

Baseando-se em sua experiência como presidente da Caritas Internationalis, o cardeal Kikuchi afirmou que a comunidade demonstrou que a sinodalidade não é uma ideia abstrata, mas uma forma de viver o Evangelho em conjunto.

"Não podemos mudar o mundo inteiro de uma vez", disse ele. "Começamos pelas comunidades de base."

Um caminho prático para a Igreja na Ásia

O porta-voz da Assembleia, dom Marcelino Antonio "Junie" Maralit Jr., de San Pablo, Filipinas, disse que o encontro faz parte da jornada sinodal mais ampla da Igreja. Ele citou a 50ª Conferência Geral da FABC, o Documento de Bangkok de 2023, o Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade, o Ano do Jubileu da Esperança de 2025 e o início do pontificado do Papa Leão XIV como marcos importantes.

Ele afirmou que a Assembleia busca ajudar a Igreja na Ásia a rezar junto, discernir os sinais dos tempos e encontrar novas formas de proclamar o Evangelho.

Segundo informações compartilhadas com a Rádio Veritas Ásia, espera-se que os participantes produzam dois textos finais: um Vademecum sobre a Sinodalidade na Ásia para orientar as Igrejas locais e uma Mensagem à Igreja na Ásia encorajando os católicos a prosseguirem no caminho de renovação sinodal.

O programa inclui a participação do cardeal Oswald Gracias como Enviado Especial do Papa Leão XIV, um dia de recolhimento guiado pelo cardeal Luis Antonio Tagle, um discurso de abertura do cardeal Mario Grech sobre a implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade e uma mensagem de vídeo do Santo Padre.

A Assembleia será encerrada em 26 de julho com a celebração da Eucaristia na Catedral de Nossa Senhora da Assunção, em Jacarta. Os participantes percorrerão então o Túnel da Amizade, que liga a catedral à vizinha Mesquita Istiqlal, um símbolo do compromisso da Indonésia com a harmonia inter-religiosa.

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22 julho 2026, 14:58