Padre brasileiro que morreu na Ucrânia velado em São José do Rio Preto. Padre brasileiro que morreu na Ucrânia velado em São José do Rio Preto. 

Padre brasileiro que morreu na Ucrânia velado em São José do Rio Preto

A Paróquia São João Batista e Santuário das Almas, da Arquidiocese de São José do Rio Preto, acolheu na manhã dessa segunda-feira, 15 de junho, amigos e familiares do Pe. Robson Gavioli. O presbítero faleceu na Ucrânia, após complicações de uma cirurgia (joelho).

André Botelho - Pascom - Assessoria de Imprensa, Arq. São José do Rio Preto

A Celebração Eucarística de corpo presente, presidida pelo Pe. André Murilo Alves, foi acompanhada pelos pais do missionário, Osni e Cleusa. “Em Deus não há tempo. Nós conhecemos o tempo porque está na nossa humanidade. O que nos consola nessa manhã é que Cristo venceu a morte. Também um dia estaremos com o padre Robson. No lugar da tristeza, possa ser essa a nossa esperança. Podemos sentir a falta desse nosso irmão, mas não cair em desespero”, partilhou o padre André.

Em comunhão, acompanhando a despedida, os fiéis da Paróquia onde atuava o padre Robson, na Ucrânia. Padre Lucas Perozzi, que acompanhou o translado do corpo até o Brasil, fez a tradução simultânea da Missa.

Ainda na diocese de Jales, dom Reginaldo Andrietta presidiu os últimos ritos de encomendação. O sepultamento ocorreu na cidade de Urânia.

Durante a celebração
Durante a celebração

Testemunho

Membro do Caminho Neocatecumenal, padre Robson iniciou sua caminhada vocacional no interior paulista. Após encaminhar seus estudos em Brasília, o presbítero foi enviado à Ucrânia. Quando do início da guerra, o padre escolheu continuar com o povo confiado aos seus cuidados. Chamado a voltar para casa (sua pátria de origem), padre Robson dizia que “já estava em casa” (mesmo em meio aos conflitos verificados naquele país).

Carta do bispo ucraniano

O bispo ucraniano dom Eduard Kava,  bispo de Kamianets-Podilskyi enviu uma carta:

“Agradeço-vos pelo vosso filho. Em apenas seis anos de Ministério Sacerdotal conseguiu cativar muitos corações. Ele amou a Ucrânia e o nosso povo.

Ainda que tivesse a oportunidade de partir como estrangeiro, não teve medo de continuar e servir.

Ele passou por muitas dificuldades e sofrimentos, mas não reclamava.

Desejo destacar um traço particular do Pe. Robson: a firme fé no Cristo Ressuscitado”

Durante a celebração
Durante a celebração

Pe. Lucas Perozzi (que fez o translado do corpo ao Brasil)

“Era inesperado (a morte após a cirurgia). Eu, por ser brasileiro, ajudei com todas as burocracias. O conhecia desde os tempos de seminário. O padre que o acompanhou disse que ele comungou, rezaram as vésperas. Depois da comunhão, rezaram o Terço. Ele conversou com seu pai Osni (por vídeo) e morreu.

Esse acidente que ele teve no joelho também foi uma obra de Deus. Ele não reclamou nenhuma vez. O Pe. Robson entrou no hospital contente.

Uma graça que o Senhor lhe deu foi a viagem (ao Brasil). Não era um tempo de férias. Foi uma despedida.

Apesar de toda essa dor, me alegra ver que a família pode viver tudo isso na fé, apoiada em Cristo. Coragem. Que nos confortemos uns aos outros com essa palavra: Cristo está ressuscitado”.

Durante a celebração
Durante a celebração

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16 junho 2026, 10:30