Entrega de estoques de medicamentos e distribuição de bens de primeira necessidade em apoio à aldeia de Rmeich (Ordem de Malta) Entrega de estoques de medicamentos e distribuição de bens de primeira necessidade em apoio à aldeia de Rmeich (Ordem de Malta)  (Ordine di Malta)

Líbano: a Ordem de Malta não abandonará jamais o sul do país

escalada do conflito e anuncia plano para garantir permanência das populações em seus territórios com dignidade.

Vatican News

A Ordem de Malta reafirmou apoio “amplo e incondicional” às comunidades do sul do Líbano, com o objetivo de garantir que os moradores permaneçam em seus vilarejos, mesmo em meio à guerra. 

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O compromisso foi apresentado pelo presidente da associação libanesa da instituição, Marwan Sehnaoui, durante encontro com cerca de dez prefeitos e representantes de cidades da fronteira, realizado em Aïn el-Remmaneh, subúrbio cristão de Beirute. “O sofrimento de vocês é o nosso, e a coragem de vocês nos inspira”, afirmou Sehnaoui.

A reunião ocorreu em meio à escalada do conflito entre Hezbollah e Israel, que já ameaça avançar sobre o sul do país. Apesar das dificuldades, lideranças locais viajaram até a capital na última terça-feira (31/03), vindas de cidades como Rmeich, Aïn Ebel, Yaroun e Qlayaa. A iniciativa foi classificada como “um ato de coragem” pela Ordem de Malta.

O encontro, realizado durante a Semana Santa, também teve um caráter simbólico: a passagem “da escuridão para a luz da Ressurreição”. Na prática, a organização anunciou que vai ampliar sua atuação na região para garantir condições de vida digna às populações locais a longo prazo.

O presidente da Ordem de Malta no Líbano e seus colaboradores junto aos prefeitos dos municípios de fronteira.
O presidente da Ordem de Malta no Líbano e seus colaboradores junto aos prefeitos dos municípios de fronteira.   (Ordine di Malta)

Atuação no sul
 

Presente no Líbano desde 1953, a Ordem de Malta intensificou suas ações no sul a partir da década de 1980. Hoje, mantém centros de saúde e assistência social, clínicas móveis, com atendimento voltado especialmente para mulheres e pacientes cardíacos, além de refeitórios e projetos agrícolas. A iniciativa busca reduzir a dependência do país, que atualmente importa cerca de 80% dos alimentos que consome.

A instituição promete expandir essas ações “a qualquer custo”. Recentemente, um voluntário da Ordem morreu durante um bombardeio na região sul.

Durante o encontro, também foi anunciada uma mobilização de recursos e ações de advocacy internacional. “Queremos ser porta-vozes de vocês, levando suas demandas aonde for necessário”, disse Sehnaoui.

Consulta médica no centro da Ordem de Malta em Rmeich.
Consulta médica no centro da Ordem de Malta em Rmeich.   (Ordine di Malta)

Plano de longo prazo
 

A Ordem de Malta pretende criar um comitê de especialistas independentes para mapear as principais necessidades das comunidades e elaborar um plano de ação “sob medida e sustentável”, em parceria com lideranças locais.

Segundo Sehnaoui, a situação atual é crítica. “Eles precisam de tudo”, afirmou. Ainda assim, o foco não será apenas emergencial. A ideia é garantir autonomia às comunidades no longo prazo. “Um dia essa guerra vai acabar”, disse.

Entre as propostas em estudo estão a ampliação dos centros de saúde, com melhores equipamentos e atendimento mais completo, além de atenção especial a idosos e pessoas com deficiência, grupo que, segundo ele, deve crescer após o conflito.

Também estão previstos investimentos em educação e formação profissional, considerados essenciais para gerar emprego e evitar o êxodo das populações locais.

“A resposta exige coragem e fé. Não podemos desistir, é preciso arriscar tudo para ajudá-los”, concluiu o presidente da Ordem de Malta no Líbano.

Entrega de medicamentos e distribuição de bens de primeira necessidade na aldeia de Rmeich (Ordem de Malta)
Entrega de medicamentos e distribuição de bens de primeira necessidade na aldeia de Rmeich (Ordem de Malta)   (Ordine di Malta)

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07 abril 2026, 11:51