Da esquerda para a direita, dom Paulo Jackson (Arquidiocese de Olinda e Recife), dom Gregório Paixão (Arquidiocese de Fortaleza) e dom Carlos Alberto Breis (Arquidiocese de Maceió). Os três prelados tiveram suas imagens utilizadas indevidamente por golpistas em aplicativos de mensagens Da esquerda para a direita, dom Paulo Jackson (Arquidiocese de Olinda e Recife), dom Gregório Paixão (Arquidiocese de Fortaleza) e dom Carlos Alberto Breis (Arquidiocese de Maceió). Os três prelados tiveram suas imagens utilizadas indevidamente por golpistas em aplicativos de mensagens 

Arquidioceses denunciam onda de golpes usando nome de arcebispos

Criminosos utilizam perfis falsos no WhatsApp e pedidos de Pix para custear 'aluguel de ônibus' para enganar fiéis em Pernambuco, Ceará e Alagoas; tática repete fraudes registradas contra lideranças religiosas desde 2020.
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Pe. Rodrigo Rios - Vatican News

Uma série de tentativas de fraude tem colocado a comunidade católica e as autoridades em alerta máximo nesta semana. Criminosos estão utilizando perfis falsos em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, para se passar por arcebispos do Brasil e extorquir fiéis. Entre as vítimas recentes da apropriação indevida de imagem estão dom Paulo Jackson (Olinda e Recife), dom Gregório Paixão (Fortaleza) e dom Carlos Alberto Breis (Maceió).

O mesmo modus operandi

Embora ocorram em estados diferentes, as abordagens seguem um padrão idêntico: os criminosos utilizam fotos dos bispos e entram em contato com amigos, fiéis e colaboradores. O pretexto utilizado é quase sempre o mesmo: a necessidade urgente de recursos financeiros para custear o aluguel ou frete de ônibus para eventos pastorais ou transporte de voluntários.

Em Maceió, a arquidiocese identificou o número (82) 98833-5975 como um dos canais utilizados para a fraude. Já no Recife, o golpe parte do número (81) 98873-1398. Em Fortaleza, com o número (85) 98441-4801, os relatos indicam que os golpistas também mencionam outras "necessidades ligadas a atividades pastorais" para convencer as vítimas a realizarem transferências imediatas.

As três instituições emitiram notas oficiais esclarecendo que:

- Os bispos não realizam pedidos de dinheiro ou doações via PIX por mensagens.
- Toda arrecadação institucional é feita exclusivamente por canais oficiais e documentos devidamente identificados.
- As autoridades policiais já foram informadas para que as medidas legais sejam tomadas.

Evidências do crime: capturas de tela mostram os perfis falsos e as mensagens utilizadas por golpistas no WhatsApp para extorquir fiéis em nome de dom Gregório Paixão e dom Beto Breis
Evidências do crime: capturas de tela mostram os perfis falsos e as mensagens utilizadas por golpistas no WhatsApp para extorquir fiéis em nome de dom Gregório Paixão e dom Beto Breis

Histórico: um crime que se repete

O uso da fé para aplicar golpes não é uma prática nova. As investigações mostram que este tipo de crime cíclico já afetou diversas outras lideranças nos últimos anos:

- 2025: O arcebispo de Montes Claros, dom José Carlos Souza Campos, teve o nome e a foto usados ilegalmente para o envio de boletos falsos a fiéis. No mesmo ano, dom Luiz Fernando Lisboa também foi alvo de tentativas semelhantes.
- 2020: Na Paraíba, o arcebispo dom Manoel Delson foi usado por falsários que solicitavam auxílio financeiro sob a falsa promessa de ajudar jovens a entrar no Seminário.

A orientação para a população é clara: ao receber qualquer pedido de dinheiro via redes sociais, mesmo que a conta utilize a foto de uma autoridade religiosa, o usuário deve bloquear o número, denunciar o perfil na plataforma e buscar confirmação diretamente nos telefones institucionais da Cúria Metropolitana.

 

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09 abril 2026, 10:51