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2018.09.24 Mons. Gintaras Grušasč arcivescovo di Vilnius (Lituania)

Igrejas da Europa: o mal não tem a última palavra, afirma dom Gintaras Grušas

O mal não é ilimitado. A violência não é onipotente. A guerra não é a última realidade. A misericórdia de Deus é mais forte. São afirmações do arcebispo Grušas, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), ao celebrar missa pela paz no Santuário da Divina Misericórdia em Vilnius, na Lituânia.

Vatican News

O presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), dom Gintaras Grušas, arcebispo de Vilnius, celebrou missa pela paz nesta segunda-feira (09/03) no Santuário da Divina Misericórdia em Vilnius, na Lituânia. A celebração foi realizada no âmbito da Cadeia Eucarística - a iniciativa quaresmal do CCEE que une as Igrejas de toda a Europa em oração pela paz na Ucrânia, na Terra Santa e no mundo inteiro. O presidente convidou os cristãos de toda a Europa a redescobrirem a força da oração e da misericórdia de Deus num mundo ferido pela guerra e convidou também os fiéis de todo o mundo a se reunirem em Vilnius, de 7 a 12 de junho de 2026, para o Congresso Apostólico Mundial da Misericórdia (WACOM 2026).

O mal não tem a última palavra

“Hoje nos reunimos em torno da mesa da Eucaristia com uma intenção especial: rezar pela paz”, disse o arcebispo Grušas no início da missa, lembrando que a oração da Lituânia faz parte da iniciativa quaresmal dos bispos da Europa.

Ao celebrar a Eucaristia no Santuário da Divina Misericórdia, o arcebispo destacou o significado especial de Vilnius na mensagem da Divina Misericórdia confiada a Santa Faustina. “Vilnius é a cidade onde, através de Santa Faustina, o mundo ouviu novamente a mensagem da misericórdia de Deus. Aqui foi pintado o quadro de Jesus Misericordioso. Aqui foi novamente lembrada a verdade de que o mal não tem a última palavra”.

A força do ato simples de rezar

Refletindo sobre a história bíblica de Naamã, o arcebispo Grušas observou que Deus muitas vezes age através do que parece pequeno ou simples. Da mesma forma, a oração pela paz pode parecer insignificante, mas é essencial. “A oração pela paz pode parecer muito simples. Podemos ser tentados a subestimá-la”. Ao mesmo tempo, ele reconheceu a importância dos esforços políticos e diplomáticos, acrescentando que, sem a oração, “restam apenas os esforços humanos sem a luz de Deus”.

Citando a Mensagem para o Dia Mundial da Paz do Papa Leão XIV, ele lembrou aos fiéis que “antes de ser uma meta, a paz é uma presença e um caminho”. No Santuário da Divina Misericórdia, continuou o arcebispo, esta mensagem ressoa de forma particular. Como ensinava São João Paulo II, a Divina Misericórdia é a força que coloca um limite ao mal no mundo. «O mal não é ilimitado. A violência não é omnipotente. A guerra não é a última realidade. A misericórdia de Deus é mais forte».

A oração nunca é insignificante

Referindo-se à situação atual, reconheceu o sofrimento causado pelos conflitos em curso. “Hoje, o mundo está novamente ferido. A Ucrânia sofre. A Terra Santa sangra. Muitos conflitos permanecem na sombra”. No entanto, o arcebispo sublinhou que a oração nunca é insignificante:

“Cada coração que invoca Deus se torna um lugar onde o mal é limitado. A paz começa com um coração que permite que Deus o purifique.”

Ele também convidou para o próximo Congresso Apostólico Mundial da Misericórdia, que será realizado em Vilnius, de 7 a 12 de junho de 2026, com o lema “Construindo a cidade da misericórdia”. Ele observou que o encontro reunirá fiéis de todo o mundo na capital lituana para refletir mais profundamente sobre o significado da misericórdia de Deus e para se unirem em oração pela misericórdia para a humanidade e para o mundo inteiro.

O arcebispo concluiu expressando a esperança de que a corrente eucarística de oração em toda a Europa, juntamente com as orações que serão oferecidas durante o próximo congresso, possa contribuir para trazer renovação espiritual e paz a um mundo ferido: “que a misericórdia de Deus, que põe um limite ao mal, cure hoje as feridas do mundo”.

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10 março 2026, 14:41