Igrejas da Europa: o mal não tem a última palavra, afirma dom Gintaras Grušas
Vatican News
O presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), dom Gintaras Grušas, arcebispo de Vilnius, celebrou missa pela paz nesta segunda-feira (09/03) no Santuário da Divina Misericórdia em Vilnius, na Lituânia. A celebração foi realizada no âmbito da Cadeia Eucarística - a iniciativa quaresmal do CCEE que une as Igrejas de toda a Europa em oração pela paz na Ucrânia, na Terra Santa e no mundo inteiro. O presidente convidou os cristãos de toda a Europa a redescobrirem a força da oração e da misericórdia de Deus num mundo ferido pela guerra e convidou também os fiéis de todo o mundo a se reunirem em Vilnius, de 7 a 12 de junho de 2026, para o Congresso Apostólico Mundial da Misericórdia (WACOM 2026).
O mal não tem a última palavra
“Hoje nos reunimos em torno da mesa da Eucaristia com uma intenção especial: rezar pela paz”, disse o arcebispo Grušas no início da missa, lembrando que a oração da Lituânia faz parte da iniciativa quaresmal dos bispos da Europa.
Ao celebrar a Eucaristia no Santuário da Divina Misericórdia, o arcebispo destacou o significado especial de Vilnius na mensagem da Divina Misericórdia confiada a Santa Faustina. “Vilnius é a cidade onde, através de Santa Faustina, o mundo ouviu novamente a mensagem da misericórdia de Deus. Aqui foi pintado o quadro de Jesus Misericordioso. Aqui foi novamente lembrada a verdade de que o mal não tem a última palavra”.
A força do ato simples de rezar
Refletindo sobre a história bíblica de Naamã, o arcebispo Grušas observou que Deus muitas vezes age através do que parece pequeno ou simples. Da mesma forma, a oração pela paz pode parecer insignificante, mas é essencial. “A oração pela paz pode parecer muito simples. Podemos ser tentados a subestimá-la”. Ao mesmo tempo, ele reconheceu a importância dos esforços políticos e diplomáticos, acrescentando que, sem a oração, “restam apenas os esforços humanos sem a luz de Deus”.
Citando a Mensagem para o Dia Mundial da Paz do Papa Leão XIV, ele lembrou aos fiéis que “antes de ser uma meta, a paz é uma presença e um caminho”. No Santuário da Divina Misericórdia, continuou o arcebispo, esta mensagem ressoa de forma particular. Como ensinava São João Paulo II, a Divina Misericórdia é a força que coloca um limite ao mal no mundo. «O mal não é ilimitado. A violência não é omnipotente. A guerra não é a última realidade. A misericórdia de Deus é mais forte».
A oração nunca é insignificante
Referindo-se à situação atual, reconheceu o sofrimento causado pelos conflitos em curso. “Hoje, o mundo está novamente ferido. A Ucrânia sofre. A Terra Santa sangra. Muitos conflitos permanecem na sombra”. No entanto, o arcebispo sublinhou que a oração nunca é insignificante:
Ele também convidou para o próximo Congresso Apostólico Mundial da Misericórdia, que será realizado em Vilnius, de 7 a 12 de junho de 2026, com o lema “Construindo a cidade da misericórdia”. Ele observou que o encontro reunirá fiéis de todo o mundo na capital lituana para refletir mais profundamente sobre o significado da misericórdia de Deus e para se unirem em oração pela misericórdia para a humanidade e para o mundo inteiro.
O arcebispo concluiu expressando a esperança de que a corrente eucarística de oração em toda a Europa, juntamente com as orações que serão oferecidas durante o próximo congresso, possa contribuir para trazer renovação espiritual e paz a um mundo ferido: “que a misericórdia de Deus, que põe um limite ao mal, cure hoje as feridas do mundo”.
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