Evangelho de 25 de dezembro
O Censo do Céu
César Augusto decretou: “Que todo o mundo seja recenseado!”: Os poderosos contam cabeças, somam súditos, medem impérios.
Mas Deus, naquela noite, fazia um censo diferente: contava estrelas para um Menino, juntava pastores para uma festa, recenseava anjos para um coro.
José subiu a Belém, cidade de Davi, sua raiz. Maria, grávida, caminhava com o peso do mundo no ventre, com a esperança da humanidade batendo ao uníssono do seu coração.
E não havia lugar. Ainda hoje não há lugar para quem carrega Deus assim: um Deus tão simples, tão pobre, tão verdadeiro.
As portas se fecham para os pequenos, mas o céu se abre em manjedoura.
Ali, entre palha e animais, nasceu o Rei sem coroa, o Salvador em panos pobres, a Luz deitada na escuridão.
E foram os pastores - os excluídos, os noturnos - os primeiros convidados. Um anjo lhes disse: “Não temais!” “Nasceu para vós o Salvador!”. Para vós — pastores sem nome, gente do trabalho e do cansaço. Para vós, primeiro que os reis, antes dos sábios, antes dos puros.
E então, ouviu-se a multidão de anjos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens!”. Paz. Não a paz dos impérios, não o silêncio dos oprimidos, mas a paz do Emanuel, do Deus-Conosco, do Menino que desarma toda prepotência humana com sua fragilidade divina. Por tudo isso nós desejamos uns aos outros: Feliz Natal!
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