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Os três dedos das mãos unidos são um símbolo de resistência contra o golpe militar em Myanmar Os três dedos das mãos unidos são um símbolo de resistência contra o golpe militar em Myanmar 

Solidariedade do arcebispo de Tóquio e dos cardeais asiáticos à população de Mianmar

A carta enviada pelo arcebispo de Tóquio soma-se aos numerosos apelos e expressões de solidariedade das Igrejas asiáticas à Igreja e ao povo birmanês nas últimas semanas. Entre elas está a carta aberta dirigida nos últimos dias por 12 cardeais membros da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) ao cardeal Bo, na qual expressam seu total apoio ao compromisso da Igreja birmanesa por uma solução pacífica para o conflito e contra a violência militar contra civis inocentes.

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As expressões de solidariedade das Igrejas asiáticas para com a martirizada população de Mianmar não param, enquanto prossegue a sangrenta repressão aos protestos contra o golpe militar de 1º de fevereiro, que interrompeu uma década de reformas democráticas. Sábado foi o dia mais sangrento, com 114 mortos e milhares de pessoas nas ruas para demonstrar sua oposição à retomada do poder pela Junta Militar.

O arcebispo de Tóquio, Dom Isao Kikuchi, em uma carta enviada nestes dias à Conferência Episcopal de Mianmar e ao cardeal Charles Maung Bo, quis assegurar a particular proximidade na oração da arquidiocese à Igreja "irmã" de Mianmar.

“Neste tempo de Quaresma, enquanto renovamos nossa dedicação a Cristo e nos esforçamos para viver uma nova vida em nossa comunidade, rezamos para que o sacrifício e as orações do povo de Mianmar tragam paz e renovação ao país”, inicia a carta que expressa “profunda preocupação pela atual situação e pelo impacto que está tendo sobre as pessoas”.

 

Dom Kikuchi então, assegura sua solidariedade para com a Igreja de Mianmar, “comprometida em servir os mais fracos e promover a paz para todos”. Unidos ao Santo Padre, rezamos para que aqueles que têm autoridade trabalhem com a vontade sincera de servir o bem comum e os direitos humanos e civis fundamentais, de promover a justiça e a estabilidade nacional por uma convivência harmoniosa, democrática e pacífica”, continua a mensagem, citando o recente pronunciamento do Observador Permanente da Santa Sé junto à ONU em Genebra, Dom Ivan Jurkovic.

O arcebispo de Tóquio recorda ainda sua visita a Mianmar em fevereiro de 2020, quando - afirma - conheceu a realidade da Igreja no país, tendo sido tocado pela profunda fé dos católicos birmaneses. Os votos do prelado, portanto, são de que “suas esperanças e aspirações não sejam destruídas”. Dom Kikuchi conclui com as palavras do cardeal Bo: “A paz é possível, a paz é o único caminho”, e assegura a oração da comunidade católica de Tóquio por Mianmar.

A carta do arcebispo de Tóquio soma-se aos numerosos apelos e expressões de solidariedade das Igrejas asiáticas à Igreja e ao povo birmanês nas últimas semanas. Entre elas está a carta aberta dirigida nos últimos dias por 12 cardeais membros da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) ao cardeal Bo, na qual expressam seu total apoio ao compromisso da Igreja birmanesa por uma solução pacífica para o conflito e contra a violência militar contra civis inocentes.

Na mensagem, os cardeais asiáticos se dirigiram aos militares, manifestantes e todos os atores políticos birmaneses, reiterando, com o cardeal Bo, que “a violência nunca é uma solução; a força nunca é uma solução. Provoca somente mais dor e sofrimento, mais violência e destruição”.

Recordando que a Ásia "é um continente de paz e esperança", e que é "uma família", a carta conclui reiterando mais uma vez que "a paz é possível".

Vatican News Service - LZ

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