Arquidiocese de Nampula (Moçambique) ordena seis Diáconos com apelos a serem testemunhas da verdade e promotores de um uso ético da IA Arquidiocese de Nampula (Moçambique) ordena seis Diáconos com apelos a serem testemunhas da verdade e promotores de um uso ético da IA 

Nampula ordena 6 diáconos com apelos ao serviço humilde na era da inteligência artificial

A Arquidiocese de Nampula (norte de Moçambique) viveu, no último domingo (31/05), um momento de grande alegria com a ordenação diaconal de seis seminaristas na Paróquia Nossa Senhora de Fátima da Sé Catedral. Na celebração presidida por Dom Inácio Saúre, os novos diáconos foram chamados a ser servidores do povo de Deus, testemunhas da verdade e promotores de um uso ético da inteligência artificial.

Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Sé Catedral da Arquidiocese de Nampula, testemunhou, no último domingo, a ordenação diaconal de seis seminaristas que foram admitidos ao primeiro grau do Sacramento da Ordem. Trata-se de Aiuba António, Belito Juma, Colégio do Horácio, Jandreque Francisco, Marcolino Augusto e Venâncio Adriano.

Na homilia, Dom Inácio Saúre recordou que a autoridade na Igreja é sempre serviço e nunca instrumento de poder. O prelado exortou os ordenados a serem “defensores infatigáveis” dos homens e mulheres continuamente ofendidos e humilhados na sociedade, marcada por desafios materiais, espirituais e morais.

Dirigindo-se aos novos diáconos, o Arcebispo sublinhou a importância de uma vida coerente e transparente. “Quando dizes sim, deve ser só sim; quando dizes não, deve ser não”, afirmou, apelando a uma vivência assente na oração, na amizade profunda com Deus e no testemunho autêntico do Evangelho.

Dom Inácio Saúre, durante as ordenações diaconais na Sé Catedral da Arquidiocese de Nampula
Dom Inácio Saúre, durante as ordenações diaconais na Sé Catedral da Arquidiocese de Nampula

Dom Inácio destacou igualmente a responsabilidade dos futuros ministros na formação da juventude, sobretudo num contexto de rápidas transformações tecnológicas. Referindo-se à inteligência artificial, incentivou os novos diáconos a promoverem um uso humano, responsável e ético desta ferramenta, sempre em defesa da dignidade da pessoa humana.

“O diácono da era da inteligência artificial deve ajudar os jovens a utilizar este fruto do desenvolvimento tecnológico com responsabilidade e sentido ético”, afirmou Dom Inácio, alertando para os riscos da pobreza espiritual numa sociedade cada vez mais influenciada pelos meios digitais.

Os novos diáconos manifestaram gratidão a Deus, às suas famílias e à Igreja local. Inspirando-se nas palavras de São Paulo, afirmaram que anunciar o Evangelho não é motivo de glória pessoal, mas uma necessidade que se impõe a quem foi chamado por Deus.

“Não nos apresentamos como homens perfeitos, mas como aqueles que foram alcançados pela misericórdia de Deus”, declararam. Os recém-ordenados reconheceram que o ministério recebido não é um privilégio, mas uma missão exigente de serviço, humildade e entrega.

Os seis novos Diáconos da arquidiocese de Nampula (Moçambique)
Os seis novos Diáconos da arquidiocese de Nampula (Moçambique)

Por sua vez, o clero diocesano saudou os novos diáconos e recordou que o diaconado é um serviço de caridade que requer prudência, responsabilidade e proximidade com os mais necessitados. Os sacerdotes encorajaram-nos a serem pessoas disponíveis, acolhedoras e sinal visível da compaixão de Cristo junto dos doentes, pobres e vulneráveis.

A celebração solene que reuniu centenas de fiéis contou com a participação de sacerdotes, religiosas e seminaristas, que testemunharam o compromisso dos novos diáconos com a missão da Igreja.

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02 junho 2026, 10:37