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Dom Waldemar Stanisław Sommertag, Núncio apostólico na Guiné-Bissau, Senegal, Mauritânia e Cabo Verde Dom Waldemar Stanisław Sommertag, Núncio apostólico na Guiné-Bissau, Senegal, Mauritânia e Cabo Verde  (©Casimiro Jorge Cajucam, Guiné-Bissau)

Nos 40 anos de relações, Santa Sé incentiva cooperação e diálogo com a Guiné-Bissau

A Santa Sé incentivou o reforço do diálogo e da cooperação com a Guiné-Bissau, por ocasião das celebrações dos 40 anos de relações diplomáticas entre as duas partes, assinaladas no passado dia 27 de abril, em Bissau.

Por Casimiro Jorge Cajucam - RSM, Bissau

Durante a cerimónia, o Núncio apostólico para a Guiné-Bissau, Senegal, Mauritânia e Cabo Verde, Dom Waldemar Sommertag, transmitiu a mensagem do Santo Padre, Papa Leão XV, sublinhando: “O Santo Padre apela aos guineenses a uma busca sincera da paz e da estabilidade, assente no respeito por cada cidadão e pelos seus papéis de responsabilidade política e moral.”

Na sua intervenção, o diplomata da Santa Sé destacou a importância de reforçar as relações bilaterais com base no diálogo permanente e na cooperação internacional, advertindo que “o mundo atual enfrenta desafios complexos, desde tensões sociais a dificuldades económicas e questões ambientais.”

Referindo-se ao papel da Igreja, afirmou que “a Igreja Católica continuará a ser um instrumento de reconciliação, promovendo o diálogo, a escuta e a aproximação entre cidadãos e instituições.” Acrescentou ainda: “Enquanto representante do Santo Padre junto da Igreja local e do Estado, tenho como dever apoiar as comunidades, promover a unidade e incentivar o diálogo, sempre ao serviço da paz, da estabilidade e do bem comum.”

Dom Waldemar Sommertag com os Bispos da Guiné e a Secretária de Estado da Cooperação Internacional, Fatumata Jau
Dom Waldemar Sommertag com os Bispos da Guiné e a Secretária de Estado da Cooperação Internacional, Fatumata Jau

Dom Waldemar Sommertag reafirmou ainda o compromisso da Igreja Católica na Guiné-Bissau com a promoção da reconciliação nacional, no respeito pela ordem democrática. Acrescentou que a Santa Sé continuará a apoiar as iniciativas do país, mantendo-se fiel à sua missão espiritual e moral, e respeitando a soberania e a riqueza cultural do povo guineense. O Núncio apostólico manifestou igualmente a expectativa de que a celebração desta efeméride contribua para aprofundar os laços de amizade e fortalecer a cooperação entre as duas partes, em benefício de um futuro mais justo, pacífico e solidário.

Por sua vez, a Secretária de Estado da Cooperação Internacional, Fatumata Jau, afirmou que “a Guiné-Bissau reconhece na Santa Sé uma parceira de equilíbrio, diálogo e consciência moral”. A governante “sublinhou que os 40 anos de relações diplomáticas devem servir não apenas para recordar o passado, mas sobretudo para projetar o futuro com ambição”, concluiu.

Fatumata Jau, Secretária de Estado da Cooperação Internacional
Fatumata Jau, Secretária de Estado da Cooperação Internacional   (©Casimiro Jorge Cajucam, Guiné-Bissau)

Segundo Fatumata Jau, existe uma oportunidade renovada para aprofundar parcerias, particularmente em setores com impacto direto na vida das populações, tendo reiterado a disponibilidade do Governo para trabalhar em estreita articulação com a Santa Sé na concretização de iniciativas comuns.

As relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Guiné-Bissau foram estabelecidas no final da década de 1980 e são hoje consideradas por ambas as partes como um percurso marcado pelo diálogo, respeito mútuo e cooperação ao serviço do bem comum.

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05 maio 2026, 09:34