Dom Claudio: “O país precisa de cidadãos íntegros capazes de resistir à corrupção”
Rogério Maduca – Beira, Moçambique
No seu discurso, o prelado destacou que a UCM, distingue-se não apenas pelo que ensina, mas pelo como e por que o faz. E a abertura ao horizonte do bem, do belo e do verdadeiro é o que distingue uma formação integral de uma formação meramente técnica. O Arcebispo entende que Moçambique necessita de profissionais competentes, mas igualmente precisa de cidadãos íntegros, capazes de resistir à corrupção.
Numa altura em que persistem as desigualdades sociais no país, o que coloca em causa o acesso ao conhecimento, sublinha que a universidade deve ser um agente transformador da realidade social, sendo assim, a UCM assume a sua vocação, de formar quem outros não formam, servir comunidades esquecidas.
Intervindo na ocasião, o Reitor da UCM, Professor Doutor Padre Filipe Sungo, acolheu aos novos estudantes, ao desejar-lhes “boas-vindas”, acrescentando que a sua presença é fruto do esforço e dedicação. Reconheceu ainda que, cada um leva consigo uma história única, e na UCM encontrará terreno fértil para crescer.
O Secretário de Estado na Província, Manuel Rodrigues e Albano Carige, Presidente do Município, foram unânimes com relação ao papel das universidades na sociedade, em resposta aos desafios existentes por meio do pensamento crítico.
A cerimónia oficial da abertura do Ano Académico 2026 na Universidade Católica de Moçambique, foi ainda marcada por uma aula inaugural ministrada pelo escritor e biólogo moçambicano, Mia Couto, sob o tema: "Construir Moçambique a partir da Universidade: Educar para uma Sociedade plural, Ética e Sustentável".
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