Dom António Pedro Bengui lança desafios à Cáritas de Angola em tempo de paz
Anastácio Sasembele – Luanda, Angola
Na ocasião, o prelado sublinhou a preocupação da Igreja com a consciencialização das pessoas, através da acção da Cáritas. Segundo afirmou, este é o caminho que a instituição procura reforçar em tempo de paz, promovendo uma maior consciência do valor do trabalho e do desenvolvimento humano.
Dom António Bengui explicou que a intervenção da Cáritas passa, antes de tudo, por ajudar cada pessoa a reconhecer-se como um ser com potencial para o trabalho, valorizando as suas capacidades intelectuais e humanas. O objectivo, disse, não é apenas formar funcionários, mas incentivar cada indivíduo a desenvolver plenamente as suas aptidões.
“O primeiro cuidado é a pessoa”, destacou, acrescentando que a Cáritas aposta também no estabelecimento de parcerias com instituições filantrópicas, sociais e estatais, como forma de ampliar o alcance da sua acção, sobretudo junto das populações mais vulneráveis.
A Cáritas de Angola promove igualmente diversos projectos alinhados com os princípios da Igreja, nomeadamente no domínio dos direitos humanos e da sua doutrina social. Entre as iniciativas em curso, destacam-se acções de formação técnico-profissional, que visam capacitar os cidadãos e estimular a autonomia individual.
Mesmo reconhecendo que os recursos e projecto ainda são limitados, o responsável sublinhou que a intenção é fortalecer uma consciência colectiva baseada na dignidade humana e na responsabilidade para com o próximo.
Falando no encerramento da Semana Nacional da Solidariedade, o também bispo auxiliar de Luanda recordou que a solidariedade deve ser entendida como um compromisso contínuo. “A solidariedade é um dos caminhos para a resolução de muitos problemas sociais”, afirmou, sublinhando que esta deve traduzir-se em acções concretas inspiradas no amor, no serviço e no trabalho.
O responsável reiterou ainda que a Cáritas não estabelece distinções, privilegiando sempre a pessoa humana, com especial atenção aos mais necessitados, conforme orienta a Igreja.
Por fim, deixou um apelo à participação de todos os cidadãos, homens e mulheres de boa vontade, no apoio às acções da Cáritas de Angola, considerada o braço social da Igreja Católica. Defendeu que a instituição deve ser vista como um meio para fortalecer os laços de solidariedade, promover relações fraternas e garantir o bem-estar das comunidades.
Dom António Bengui concluiu afirmando que a Cáritas continua empenhada em cumprir os princípios da Igreja Católica, com especial destaque para a sua doutrina social, contribuindo para uma sociedade mais justa e solidária.
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