Angola - Hemorragia pôs parto lidera causas de morte materna
Anastácio Sasembele - Luanda
Apesar de o país ter registado melhorias nos indicadores de mortalidade materna, que passaram de 239 para 170 por cada 100 mil nascimentos, o índice continua entre os mais elevados do mundo.
Perante este cenário, o Executivo angolano deve reforçar com urgência o financiamento da saúde sexual e reprodutiva, tendo em conta que a população do país é maioritariamente jovem e feminina. A posição foi defendida por Marina Coelho, assistente do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) em Angola e especialista em desenvolvimento na área da saúde sexual e reprodutiva, durante o programa Discurso Directo, da Emissora Católica de Angola.
Segundo a responsável, seriam necessários cerca de 17 mil dólares para evitar quase cinco mil mortes maternas, bem como centenas de casos de gravidez precoce e outras complicações associadas à saúde reprodutiva. Marina Coelho sublinhou ainda que, por cada dólar investido neste sector, o Estado pode poupar até seis dólares em despesas futuras.
A especialista defende igualmente que o Estado angolano deve incluir, de forma autónoma, uma rubrica destinada à saúde sexual e reprodutiva no Orçamento Geral do Estado, alertando que a excessiva dependência de financiamento externo torna o programa insustentável.
De acordo com Marina Coelho, em Angola o local onde uma menina nasce continua a determinar, em grande medida, o seu futuro, positivo ou negativo, tendo em conta diversos indicadores de saúde e desenvolvimento.
Para a responsável, se o Executivo pretende tirar maior proveito do potencial da maioria jovem da população, melhorando a qualidade de vida, combatendo a pobreza e promovendo o desenvolvimento humano e económico, deve reforçar o investimento na saúde, na educação e na diversificação da economia.
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