Angola. Conferência sobre “Sentir África” anima debates sobre a cidadania em Luanda
Anastácio Sasembele – Luanda, Angola
A iniciativa de três dias, que junta perto de 150 pessoas, “pretende levar os participantes a sentir África em todas as suas dimensões, passando da reflexão intelectual para experiências vivenciais que integram cultura, história, psicologia e espiritualidade”.
O Director Administrativo e Financeiro do Mosaiko Instituto para a Cidadania, Frei Danilson Lopes, diz que o objectivo do evento não é apenas pensar África, mas sim senti-la no corpo, na mente e na experiência diária.
“Precisamos que os participantes mergulhem na sua africanidade de forma prática e consciente”, afirmou o Frade Dominicano.
O tema central dos workshops é o “Corpo Domado”, que simboliza a exploração histórica e contemporânea do africano.
“Estamos a falar de corpos que foram e continuam a ser domados, em diferentes contextos e épocas. A escravatura marcou profundamente a nossa relação com o próprio corpo, e hoje vemos ainda os efeitos nas oportunidades, no respeito e na liberdade”, realçou.
O Director Administrativo e Financeiro do Mosaiko Instituto para a Cidadania, Frei Danilson Lopes mostrou-se, por outro lado, preocupado com a crescente perda da identidade africana, alertando que isso compromete a cidadania, a participação social e a missão da Igreja em África.
“Nós os africanos, e especialmente os angolanos, temo-nos afastado da nossa própria identidade”, disse o sacerdote.
O Mosaiko Instituto para a Cidadania pertencente aos Frades Dominicanos em Angola, insere-se directamente na missão da Igreja de promover a dignidade humana.
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