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Ubah Cristina Ali Farah, escritora ítalo-somali Ubah Cristina Ali Farah, escritora ítalo-somali 

Ubah Cristina Ali Farah - Uma mulher de causas emancipadoras

Embora a Somália tenha sido uma colónia italiana, quando pessoas somalis tiveram de vir, nos anos 90, para a Itália, como refugiados, devido à guerra no país, não foram bem aceites. Ubah Cristiana Ali Farah, de mãe italiana, foi uma delas. Sentiu o racismo na pele. Sentiu também o dever de narrar o que fora esse passado colonial. Missão que continua a levar a cabo, como testemunha o seu mais recente romance, "Le Stazioni della Luna", e como ela própria conta ao "África em Clave Feminina".

Dulce Araújo - Vaticannews

Escreve em italiano, língua em que estudou, mas a alma dos seus escritos é a Somália nos seus mais variados aspectos históricos, sociais, culturais, políticos, diaspóricos.

A diáspora somali é muito ampla. Quando se desencadeou a guerra no início dos anos 90, a população somali rondava os onze milhões de habitantes. Hoje calcula-se que o número de somalis espalhado pelo mundo corresponda, aproxiamadamente, a esse número de habitantes. 

Ubah Cristina Ali Farah escreve pensando sobretudo nessa diáspora que perdeus as suas referencias primordiais. E nesse exercício da arte da escrita, em que se deixa inspirar também pela poesia, arte suprema na Somália, é movida pela urgência de narrar as vicissitudes do país de origem e pela interrogação sobre como encontrar novas raízes, novas referências nesses novos mundos.

A resposta a esta profunda interrogação quer ser tanto pessoal como colectiva. Optimista, Ubah Cristina  sentiu-se animada quanto ao futuro do seu povo quando, no início deste ano de 2022, regressou a Mogadiscio, depois de cerca de 30 anos de ausência. Há nos jovens uma grande força vital que leva a desafiar a morte, "porque realmente se credita na vida" - afirma na emissão "África em Clave Feminina: música e arte" a ela dedicada, e em que, para além da conversa com ela e músicas por ela sugeridas, se pode também apreciar a crónica sobre ela escrita pelo poeta, ensaísta e editor (Rosa de Porcelana Editora), Filinto Elísio, parceiro no programa.  

Aqui fica a emissão:

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